25.1.26

AS IMPERFEIÇÕES DOS FILHOS QUE CRIAM UNIVERSOS

O que é Universo?

O Universo
(Observável) é a totalidade de tudo o que existe fisicamente. É formado por galáxias, estrelas, planetas, cometas, poeira cósmica, de energia escura e matéria escura.

O que são Galáxias?

Uma galáxia é um vasto sistema gravitacional composto por bilhões de estrelas, gás, poeira interestelar e matéria escura. 

Mantidas juntas pela gravidade, variam em tamanho e forma espirais, elípticas ou irregulares. A Via Láctea, contendo nosso Sistema Solar, é um exemplo de galáxia espiral.

O que é Via Láctea?

Galáxia é o termo utilizado para gigantescos sistemas de estrelas, gás, poeira e matéria escura, enquanto a Via Láctea é o nome específico de uma Galáxia, onde se encontra um nosso Sistema Solar. Galáxias são o conjunto (existem bilhões), e a Via Láctea é a nossa "casa".

O que é um Sistema Solar?

O Sistema Solar é composto por 8 planetas, conforme se considera hoje em dia, além de planetas anões e corpos celestes, como asteroides, meteoros, cometas e satélites.

O Sistema Solar é um conjunto formado por 8 planetas e outros corpos celestes, que orbitam o Sol, a sua principal estrela. 

Está localizado na Via Láctea, uma das galáxias que formam o Universo. São planetas do Sistema Solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.


Espaço Sideral

O espaço sideral é o vasto e quase vácuo existente além da atmosfera da Terra e entre os corpos celestes, como planetas, estrelas e galáxias. 

Não é totalmente vazio, mas possui densidade extremamente baixa de matéria. É composto de plasma de hidrogênio e hélio, radiação eletromagnética, campos magnéticos, neutrinos e poeira interestelar.

Dimensões e Multiverso

Dimensões espirituais ou extrafísicas são níveis de existência não materiais (matéria grosseira da 3D), frequentemente descritos como campos de energia ou estados de consciência superiores, que funcionam além da realidade física tridimensional.

E há diversidade de vida humana, animais, vegetação, e até seres com formas que está fora da compreensão do humano da Terra.

Elas representam diferentes planos vibratórios habitados por seres, variando de vibrações mais densas (próximas à terra) até dimensões superiores de luz, amor e sabedoria, muitas vezes organizadas de forma hierárquica (ex: 3D, 5D, 9D etc).

São locais adequados à frequência de seus habitantes que estão em um estado de consciência mais elevado, condição tal conquistado através da evolução.

Multiverso ou realidade paralela são o conjunto maior de múltiplos universos paralelos, cada um com suas próprias realidades, leis físicas e locais, surgindo de teorias científicas como a teoria das cordas ou mecânica quântica.




Universo Central - Havona

A Fonte Pai/Mãe está em tudo, vê tudo. Sua onisciência, onipotência e onipresença é algo estrondoso e incompreensível.

O Pai Universal - Primeira Fonte e Centro. Deus, o Pai que habita na ILHA DO PARAÍSO em Havona que se encontra além do espaço-tempo.

O UNIVERSO divino e perfeito ocupa o centro de toda a criação; é o núcleo eterno em redor do qual giram as vastas criações do tempo e do espaço.

O Paraíso é a gigantesca Ilha-núcleo que permanece em absoluta estabilidade e imóvel no coração mesmo do magnífico universo eterno. 

Essa família planetária central é chamada de Havona e está extremamente distante do universo local de Nébadon (o nosso).

Tem dimensões enormes, uma massa quase inacreditável e consiste em um bilhão de esferas de beleza inimaginável e de grandeza majestosa; no entanto, a verdadeira magnitude dessa vasta criação está, realmente, bem além do alcance de compreensão da mente humana.

Esse é o único conjunto consolidado, perfeito e estabilizado de mundos. É um Universo criado em plenitude e perfeição; não se trata de um desenvolvimento evolucionário.

É o núcleo eterno da perfeição; e em torno dele gira a procissão interminável de universos que constituem os experimentos evolucionários formidáveis, a aventura audaciosa dos Filhos Criadores de Deus, os quais aspiram a duplicar, no tempo, e reproduzir, no espaço, o universo arquetípico, o ideal de plenitude divina, suprema finalidade, realidade última e perfeição eterna.



DEIDADE, DIVINDADE E DEUS

Deidades

Deidades são seres derivados de deidades, de outras e de outras. Da Trindade do Paraíso o Pai Universal, que dele derivou o Filho Eterno e o Espírito Infinito.


O Filho Eterno não é Jesus! Jesus é filho de deidades oriunda de Havona. Todas as deidades oriundas de Havona são filhos criadores de universos.

Deus, o Pai Universal é uma deidade ABSOLUTA, que está no topo da perfeição de tudo.


Níveis de Deidades (Filhos Criadores)

Existe deidade imperfeita? Deidade comete erros? Comete sim, até chegar a perfeição! Javé é uma delas que possui desequilíbrio!


👇

Fases da Divindade



A fonte dessas informações vieram do Livro de Urântia, dos Livro dos Espíritos e do Livro 'O Drama Cósmico de Javé' de Jan Val Ellam.

Para nós seres humanos em evolução até chegarmos a um nível de perfeição moral levará muito tempo. Da escala espírita, subindo cada degrau até chegar a espirito puro a caminhada é longa.

E os espíritos criadores de universos até chegar a perfeição do Deus de Havona, o Pai Universal levará muito, mas muito tempo.

E quando chegar na perfeição, o Deus de Havona que está no topo, já terá avançado pra eternidade, ou seja, nunca se chegará na posição de se igualar ao Pai Amantíssimo.

Mas o destino dos seres em evolução é a perfeição. E isso já garante o não cometer equívocos, nem erros por toda a eternidade!

Uma cagada humana pode ser pequena se comparado com uma cagada de um criador de universo, que é uma cagada gigantesca, e pra concertar e limpar tudo demora milhões de anos.

Segue abaixo o vídeo ministrado pela Michele do Epa e pelos invisíveis, informações sobre Javé, a criação de universos, superuniversos, sobre divindades, deidades e Deus! 

👉ACESSE O VÍDEO AQUI👈


Namastê / Laroyê

20.1.26

ISAÍAS FOI SERRADO AO MEIO (JESUS CONTA COMO FOI)

Se você é daqueles que "se não está na bíblia" não aceito, pode fechar a página e sair; esse conteúdo não é pra você.

A informação esta no Livro Talmude dos judeus; e em outras fontes.

É uma limitação muito grande se agarrar só na Bíblia, livro que não contém todas as informações da história da humanidade, e de tudo o que há no Universo.

Sem contar com as adulterações que foram feitas ao longo do tempo. Se permita "sair da bíblia" um pouquinho, estude outras fontes de livros espirituais, pois se apegar na Bíblia como única verdade absoluta é fanatismo, ignorância e visão estreita de espiritualidade.


O profeta Isaías foi assassinado pelo Rei Manassés, serrado ao meio como se fosse uma pedaço de árvore.

No vídeo abaixo o Médium Pedro Augusto Canalizado com Jesus Cristo (incorporação com o médium consciente), nos trás o porque aconteceu isso; e para que.

E ainda nos conta pra onde Isaías foi depois dessa morte horrenda.

Assista a palestra inteira, pois Sananda traz revelações sobre o "selo" que ele irá colocar na separação do joio e do trigo que está a todo vapor, informações sobre os Arcontes e muito mais...

No entanto se quiser ir direto, avance para 58m e lá está a informação sobre o Profeta Isaias.

Essa palestra aconteceu em Saltos - São Paulo no dia 22/12/25 com a presença de Jesus e Osho.


Namastê / Laroyê

19.1.26

UNIVERSO DE NÉBADON E OS 7 SUPERUNIVERSOS

O "Livro de Urântia" como muitos outros foram trazidos pela espiritualidade maior, e as informações contidas nessa obra magnifica nos trás um conteúdo riquíssimo para aqueles que desejam um estudo "avançado", saber mais sobre a realidade última e que possuem um espírito de pesquisa incansável.

O nosso Planeta é conhecido pelo nome de "Planeta Terra" mas possui vários nomes como Tiamat, Gaia e é chamado de Urântia nome dado ao nosso amado Planeta pelo Livro de Urântia.



Nébadon
É o nome do universo local onde Urântia (Terra) está situada. Nébadon é governado por um “Filho Criador” chamado
Michael de Nébadon, que é Sananda; e que foi Jesus em sua encarnação terrestre.

Orvonton
É o nome do superuniverso ao qual Nébadon pertence. É um dos 7 superuniversos que compõem o “Grande Universo”, sendo Orvonton o 7º superuniverso.

Havona
Havona é o Universo Central, um reino de perfeição espiritual e estabilidade infinita, contendo um bilhão de mundos perfeitos que circundam a Ilha do Paraíso (Morada da Fonte Pai/Mãe). 

É um lugar onde os peregrinos do tempo (criaturas) de outros universos fazem sua jornada final em direção ao Paraíso, sendo um contraste com os "superuniversos" evolucionários e incompletos, como o nosso, que estão fora de Havona.

É um universo onde tudo é perfeito e previsível, sem erro ou desvio. 
Possui controle e estabilidade perfeitos, física e espiritualmente. Abriga um bilhão de mundos perfeitos, que servem como etapas para as criaturas que buscam ascender.

Havona fica ao redor da Ilha do Paraíso, o centro eterno e não-espacial da criação. É o estágio final para as almas que viajam do nosso universo local (Nebadon) e superuniverso (Orvonton) em direção ao Pai Universal.

Em resumo, Havona é o núcleo divino e eterno da criação, um modelo de ordem e perfeição, contrastando com os universos temporais e em evolução onde vivem os seres humanos por exemplo.


O Livro de Urântia descreve uma hierarquia cósmica de organização gigantesca. Segue abaixo um resumo de como a estrutura é descrita:

👉O Pai Universal (A Fonte) - Havona

👉Os Sete Superuniversos

👉Orvonton (nosso superuniverso – o 7º)

👉Universo Local de Nebadon

👉Constelação de Norlatiadeque

👉Sistema de Satania

👉Urântia (a Terra)

A exploração na busca do que existe além da Terra revelará sobre quem somos, de onde viemos, e para onde podemos ir através da evolução.

O que buscamos no espaço?
O homem na sua busca por vida extraterrestre dentro de um paradigma materialista nada achará no espaço.

A Nasa com suas sondas "materiais" não pode captar o que há em outras dimensões, pois a vida nessas realidades é mais sutil, e a tecnologia terrena é sucata e de matéria grosseira.



Os Propósitos dos Sete Superuniversos

Existem sete propósitos maiores que se desenvolvem na evolução dos sete superuniversos. Cada um desses propósitos maiores, na evolução de um superuniverso, encontrará a sua expressão mais plena em apenas um dos sete superuniversos e, desse modo, cada superuniverso tem uma função especial e uma natureza única.

Orvônton,
o sétimo superuniverso, aquele ao qual o vosso universo local pertence, é conhecido, principalmente, pela sua imensa e pródiga outorga do ministério de misericórdia aos mortais dos reinos. 

É renomado pela maneira segundo a qual prevalece a justiça, temperada pela misericórdia; e pela qual o poder governa, condicionado pela paciência; enquanto os sacrifícios no tempo são feitos livremente para assegurar a estabilização na eternidade. Orvônton é um universo que é uma demonstração de amor e de misericórdia.

É muito difícil, contudo, descrever a nossa concepção da verdadeira natureza do propósito evolucionário que se desenvolve em Orvônton, mas pode ser sugerida, quando dizemos que nessa supercriação nós sentimos que os seis propósitos singulares da evolução cósmica, do modo como estão manifestados nas outras seis supercriações semelhantes, estão aqui interassociados, em uma significação que abrange o todo; e é por essa razão que, algumas vezes, conjecturamos que a personalização evoluída e acabada de Deus, o Supremo, irá, em um futuro remoto, governar os sete superuniversos perfeccionados, a partir de Uversa (capital de 
Orvônton); na sua majestade experiencial plena e seu poder soberano Todo-Poderoso, então já alcançado.


Do mesmo modo que Orvônton é único, pela sua natureza, e individual, pelo seu destino, também cada um dos outros seis superuniversos do conjunto o é. Uma grande parte de tudo aquilo que está acontecendo em Orvônton não é, entretanto, revelado a vós; e, dentre esses aspectos não revelados da vida de Orvônton, muitos encontrarão a expressão mais plena em algum outro superuniverso. 

Os sete propósitos da evolução do superuniverso estão ativos em todos os sete superuniversos, mas cada supercriação dará expressão mais plena a apenas um desses propósitos. 

Para se compreender mais sobre esses propósitos dos superuniversos, grande parte de tudo aquilo que não entendeis teria de ser revelada, e ainda assim vós não iríeis compreender senão pouquíssimo. 

Toda esta narrativa apresenta apenas uma visão rápida da imensa criação da qual o vosso mundo e o vosso sistema local são uma parte.

O vosso mundo é chamado de Urântia, e o seu número é 606, no grupo planetário, ou sistema, que é o de Satânia. Esse sistema tem, presentemente, 619 mundos habitados e mais de duzentos outros planetas que estão evoluindo favoravelmente no sentido de tornarem-se mundos habitados em algum tempo futuro.

Satânia tem um mundo sede-central chamado Jerusém, e é o sistema de número vinte e quatro da constelação de Norlatiadeque. A vossa constelação, Norlatiadeque, consiste em cem sistemas locais e tem um mundo sede-central chamado Edêntia. 

Norlatiadeque tem o número 70, no universo de Nébadon. O universo local de Nébadon consiste em cem constelações e tem uma capital conhecida como Sálvington. O universo de Nébadon é o de número oitenta e quatro, no setor menor de Ensa.


O setor menor de Ensa consiste em cem universos locais e tem a capital chamada U Menor, a terceira. Esse setor menor é o de número três no setor maior de Esplândon. Esplândon consiste em cem setores menores e tem um mundo sede-central chamado U Maior, a quinta. 

É o quinto setor maior do superuniverso de Orvônton, o sétimo segmento do grande universo. Assim, vós podeis localizar o vosso planeta, no esquema da organização e da administração do universo dos universos.

O número do vosso mundo, Urântia, no grande universo é 5 342 482 337 666. Esse é o número do registro em Uversa e no Paraíso, é o vosso número no catálogo dos mundos habitados. 

Eu conheço o seu número de registro na esfera física, mas é de um tamanho tão extraordinário que seria de pouco significado prático para a mente mortal.

O vosso planeta é membro de um enorme cosmo; vós pertenceis a uma
família quase infinita de mundos, mas a vossa esfera é tão precisamente administrada e fomentada, com tanto e tal amor, que é como se ela fosse o único mundo habitado em toda a existência.

[Apresentado por um Censor Universal proveniente de Uversa.]


A Organização dos Superuniversos

Apenas o
Pai Universal sabe a localização e o número atual dos mundos habitados no espaço; Ele os chama pelo nome e pelo número. Eu posso informar somente o número aproximado dos planetas habitados ou habitáveis, pois alguns dos superuniversos têm mais mundos adequados à vida inteligente do que outros. 

Nem todos os universos locais projetados, tampouco, foram já organizados. Portanto, a estimativa que ofereço serve apenas ao propósito de proporcionar uma ideia da imensidão da criação material.

Há sete superuniversos no grande universo; e eles estão constituídos, aproximadamente, do modo como a seguir se expõe:


O Sistema. A unidade básica do supergoverno consiste em cerca de mil mundos habitados ou habitáveis: sóis abrasadores, mundos frios, planetas muito próximos de sóis quentes e outras esferas não adequadas, para serem habitadas pelas criaturas, não estão incluídos nesse grupo. 

Esses mil mundos adaptados para suportar a vida são considerados um sistema, mas nos sistemas mais recentes apenas um número relativamente menor desses mundos pode ser habitado. 

Cada planeta habitado é presidido por um Príncipe Planetário; e cada sistema local tem uma esfera arquitetônica como sua sede-central, sendo governado por um Soberano do Sistema.


A Constelação. Uma centena de sistemas (cerca de 100 000 planetas habitáveis) forma uma constelação. Cada constelação possui uma esfera arquitetônica como sede-central e é presidida por três Filhos Vorondadeques, os Altíssimos. Cada constelação também possui um Fiel dos Dias, como observador e embaixador da Trindade do Paraíso.

O Universo Local.
Uma centena de constelações (cerca de 10 000 000 de planetas habitáveis) constitui um universo local. Cada universo local tem um mundo sede-central arquitetônico magnífico, e é governado por um dos Filhos Criadores coordenados de Deus, da ordem dos Michaéis. Cada universo é abençoado pela presença de um União dos Dias, representante da Trindade do Paraíso.

O Setor Menor. Uma centena de universos locais (cerca de 1 000 000 000 de planetas habitáveis) constitui um setor menor do governo de um superuniverso; tem um mundo sede-central maravilhoso, de onde os seus governantes, os Recentes dos Dias, administram os assuntos desse setor menor. Há três Recentes dos Dias, Personalidades Supremas da Trindade em cada sede-central de um setor menor.

O Setor Maior.
Uma centena de setores menores (cerca de 100 000 000 000 de mundos habitáveis) perfaz um setor maior. Cada setor maior é provido de uma sede-central extraordinária presidida por três Perfeições dos Dias,
Personalidades Supremas da Trindade.

O Superuniverso. Dez setores maiores (1 000 000 000 000 de planetas habitáveis) constituem um superuniverso. Cada superuniverso é provido de um mundo sede-central enorme e glorioso, e é governado por três Anciães dos Dias.

O Grande Universo. Sete superuniversos formam o grande universo, como está organizado atualmente, consistindo em aproximadamente sete trilhões de mundos habitáveis, mais as esferas arquitetônicas e ainda um bilhão das esferas habitadas de Havona. 

Os superuniversos são governados e administrados indireta e refletivamente, do Paraíso, pelos Sete Espíritos Mestres. O bilhão de mundos de Havona é diretamente administrado pelos Eternos dos Dias, cada uma dessas Personalidades Supremas da Trindade presidindo a uma dessas esferas perfeitas.


O Superuniverso de Orvônton

Praticamente todos os reinos estelares, visíveis a olho nu de Urântia, pertencem à sétima parte do grande universo, o superuniverso de Orvônton. 

O vasto sistema estelar da Via Láctea representa o núcleo central de Orvônton, indo até muito adiante das fronteiras do vosso universo local. 

Essa grande agregação de sóis, ilhas escuras de espaço, estrelas duplas, grupos globulares, nuvens estelares, nebulosas espirais e outras, juntamente com as miríades de planetas individuais, formam um grupo com o formato de um relógio alongado, aproximadamente circular, que tem cerca de um sétimo dos universos habitados evolucionários.

Da posição astronômica de Urântia, à medida que olhardes através de uma seção transversal de sistemas próximos à grande Via Láctea, vós podereis observar que as esferas de Orvônton estão viajando sobre um grande plano alongado, sendo a sua largura muito maior do que a sua espessura e o seu comprimento bem maior ainda do que a sua largura.

A observação da chamada Via Láctea revela um crescimento relativo da densidade estelar de Orvônton, quando os céus são vistos em uma só direção, enquanto, para cada um dos outros lados, a densidade diminui; o número de estrelas e de outras esferas decresce, à medida que nos afastamos do plano principal do nosso superuniverso material. 

Quando o ângulo de observação é propício, olhando através do corpo principal desse domínio de densidade máxima, vós estareis olhando para o universo residencial, o centro de todas as coisas.

Das dez divisões maiores, de Orvônton, oito foram identificadas, grosso modo, pelos astrônomos de Urântia. As outras duas são difíceis de ser reconhecidas separadamente, porque sois obrigados a ver esses fenômenos do lado de dentro. 

Se pudésseis olhar para o universo de Orvônton, de uma posição muito distante no espaço, vós poderíeis reconhecer imediatamente os dez setores maiores da sétima galáxia.


O centro de rotação do vosso setor menor situa-se em uma posição bem distante dentro da nuvem estelar enorme e densa de Sagitário, em torno da qual o vosso universo local e todas as suas criações movem-se e, de lados opostos do vasto sistema subgalático de Sagitário, vós podeis observar duas grandes correntes de nuvens de estrelas emergindo em estupendas espirais estelares.

O núcleo do sistema físico, ao qual pertencem o vosso sol e os planetas a ele ligados, é o centro da outrora nebulosa de Andronover. Inicialmente essa nebulosa espiral era ligeiramente distorcida pelas interrupções de gravidade ligadas aos eventos decorrentes do nascimento do vosso sistema solar, e que foram ocasionadas pela aproximação, até muito perto, de uma grande nebulosa vizinha. 

Essa quase colisão transformou Andronover em algo semelhante a uma agregação globular, mas não destruiu totalmente a procissão bi-direcional de sóis e dos grupos físicos ligados a eles. 

O vosso sistema solar, agora, ocupa uma posição bastante central em um dos braços dessa espiral distorcida, situada a meio caminho, indo do centro, na direção da borda da corrente estelar.

Resumo
Se não expandirmos a consciência para além do mundico que vivemos, se não considerarmos o plano espiritual, o porque estamos na Terra, a existência de vida de uma diversidade infinita, uma quantidade de planetas habitados imensa e ainda compreender que existe um Pai/ Mãe Universal que coordena tudo de uma maneira estrondosa e amorosa nunca sairemos para o Universo a fora para explorar suas maravilhas.

Ficaremos sempre presos em planetas primitivos, de expiações e provas reparando o dano e as cagadas que fizemos. Esse é o tempo, a hora é agora de se unificar com a Fonte para nossa iluminação e nossa saída definitiva da roda de samsara e do domínio dos Arcontes.

A única maneira de se livrar dos Arcontes é ELEVANDO A FREQUENCIA!

E o Rei de Nébadon (Michael), Sananda, Yeshua, Jesus nos guiará nesse processo até chegarmos ao Pai Universal. 

Abra seu coração para que Sananda entre, e faça morada para sempre na sua existencia. Deixe o Filho entrar!

Muito se fala nos dias atuais sobre Multiversos que nada mais é do dimensões da vida, e cada dimensão possui sua frequência.


Namastê / Laroyê

15.1.26

PELO BEM DO SEU PSIQUISMO, NÃO TENTE ENTENDER TUDO



Se de imediato algum estudo, vídeo não for entendido; não se preocupe.

Volte e reveja; no entanto se ainda não compreender, solte. Mesmo estudando com afinco e dedicação ainda sim haverá questões da nossa mente as quais não haverá resposta.

Lembre-se: Estamos encarnados, nossa faculdade psíquica é limitada pelo veiculo físico. As respostas virão no plano espiritual.

Foque na sua tarefa reencarnatória, foque em adquirir as virtudes do espírito, e foque na conexão com a Fonte Criadora e com o Cristo🙏

Namastê / Laroyê

14.1.26

VIRTUDES DO ESPÍRITO II

A Moral, a Virtude e a Personalidade

A inteligência, por si só, não pode explicar a natureza moral. A moralidade, ou virtude, é inerente à personalidade humana. A intuição moral e a compreensão do dever são componentes dos dons da mente humana, e estão associadas aos outros elementos inalienáveis da natureza humana: a curiosidade científica e o discernimento espiritual

A mentalidade do homem transcende, em muito, a dos seus primos animais, todavia são as suas naturezas moral e religiosa que especialmente o distinguem do mundo animal.

A resposta seletiva de um animal é limitada ao nível motor de comportamento. O discernimento suposto dos animais mais elevados está em um nível motor e, comumente, surge apenas depois da passagem por experiências e erros motores. O homem é capaz de exercer o discernimento científico, moral e espiritual, antes de qualquer exploração ou experimentação.

Apenas uma personalidade pode saber o que está fazendo, antes de fazê-lo; apenas as personalidades possuem o discernimento, antes da experiência. Uma personalidade pode observar antes de efetuar um salto e, portanto, pode aprender tanto olhando quanto saltando. O animal não-pessoal em geral aprende, apenas, saltando.

Como resultado da experiência, um animal torna-se capaz de examinar os modos diferentes de atingir um objetivo e de selecionar um enfoque baseado na experiência acumulada. 

Mas uma personalidade pode também examinar o objetivo, em si mesmo, e julgar se vale a pena avaliar o seu valor. Apenas a inteligência pode discernir quanto aos melhores meios para atingir fins indiscriminados, mas um ser moral possui um discernimento interior que o capacita a discriminar entre os fins, assim como entre os meios. 

E um ser moral, ao optar pela virtude, está sendo não menos inteligente. Ele sabe o que está fazendo, por que o está fazendo, para onde está indo e como irá chegar lá.

Quando o homem deixa de discernir os fins das suas lutas mortais, ele se vê atuando apenas no nível animal da existência. Ele terá falhado na sua avaliação de si próprio, sobre as vantagens superiores dessa capacidade material de agudeza, de
discernimento moral e visão espiritual, que são parte integrante da dotação de mente-cósmica que recebeu como ser pessoal.

A virtude é retidão — conformidade com o cosmo. Dar nomes às virtudes não é defini-las; vivê-las, no entanto, é conhecê-las. A virtude não é mero conhecimento, nem mesmo sabedoria, mas antes, é realidade de experiência progressiva, durante o alcançar dos níveis ascendentes da realização cósmica. 

No dia-a-dia da vida do homem mortal, a virtude é realizada pela preferência consistente do bem ao mal, e tal capacidade de escolha é a evidência da posse de uma natureza moral.

A escolha feita pelo homem, entre o bem e o mal, é influenciada não apenas pela acuidade da sua natureza moral, mas também por forças, tais como a ignorância, imaturidade e ilusão

Um certo senso de proporção também está envolvido no exercício da virtude, porque o mal pode ser perpetrado quando o menor é preferido ao maior, em consequência de distorção ou engano. A arte de estimar relativamente, ou de medida comparativa, entra na prática das virtudes do âmbito moral.

A natureza moral do homem seria impotente sem a arte da medida, da discriminação incorporada à sua capacidade de escrutinar os significados. 

Do mesmo modo, a escolha moral seria mera futilidade, sem aquela clarividência cósmica que produz a consciência dos valores espirituais. Do ponto de vista da inteligência, o homem ascende ao nível de ente moral por ser dotado de personalidade.

A moralidade nunca pode ser promovida pela lei nem pela força. É uma questão da personalidade e do livre-arbítrio, e deve ser disseminada pelo contágio, a partir do contato das pessoas moralmente atraentes com aquelas que são menos responsáveis moralmente, mas que, em alguma medida, também estão desejosas de cumprir a vontade do Pai.

Os atos morais são as atuações humanas caracterizadas pela mais elevada inteligência, dirigidas pela discriminação seletiva na escolha dos fins superiores e na seleção dos meios morais para atingir esses fins. Tal conduta é virtuosa. 

👉A suprema virtude, então, será escolher, de todo o coração, cumprir a vontade do Pai nos céus.

Fonte: Livro de Urântia - Doc 16, Cap 7


Namastê / Laroyê

13.1.26

DÍVIDA CÁRMICA EXPIRANDO

Introdução: Já parou pra pensar em ser esta a sua última reencarnação em mundo de provas e exposições? 

Será que suas dívidas com a Justiça Divina, ou uma boa parte, estão sendo liquidadas?

Veremos um caso no livro "Ação e Reação" do Médium Chico Xavier, Cap 17 um ensinamento valiosíssimo! 


Dívida Expirante

Era agora num hospital, em triste pavilhão de indigentes, a nova lição que Silas nos reservava. Ganhando o interior, diversos companheiros acolheram-nos, gentis. 

E, após saudações amigas, um deles, o Atendente Lago, avançou para o mentor de nossos estudos, cientificando:

– Assistente, o nosso Leo parece gastar os derradeiros recursos da resistência...

Silas agradeceu a informação e explicou que vínhamos justamente para colaborar no descanso de que se fazia credor. E atravessando longa fila de leitos pobres, nos quais enfermos jaziam padecentes, ao pé de alguns desencarnados em trabalho assistencial, estacamos junto de um doente esquálido e angustiado.

A mortiça claridade de pequena lâmpada, destinada à vigília da noite, vimos Leo, que uma tuberculose pulmonar arrastava ao cepo da morte. Não obstante a dispneia, mostrava o olhar calmo e lúcido, revelando perfeita conformação aos padecimentos que o conduziam ao termo da experiência.

Recomendou-nos Silas observar-lhe o corpo, entretanto, não havia muita particularidade a destacar, porquanto os pulmões quase destruídos, através de sucessivas formações cavitárias, haviam provocado tamanho abatimento orgânico, que o vaso físico sob nossos olhos não era mais que um trapo de carne, agora aberto à multiplicação de bacilos vorazes, aliados a exércitos microbianos de variada espécie, a se apinharem, dominadores, na intimidade dos tecidos, assim como inimigos implacáveis a se lhe apoderarem dos restos, senhoreando todos os postos-chaves da defensiva.



Achava-se Leo, desse modo, no veículo denso, à maneira de um homem irremediavelmente condenado à expulsão da sua própria casa. Todos os sintomas da morte patenteavam-se, iniludíveis. 

O coração fatigado assemelhava-se a motor exausto, incapaz de liquidar os problemas da circulação sanguínea, e todos os implementos da aparelhagem respiratória esmoreciam, desnorteados, sob inexorável asfixia.

Leo, moribundo, era um viajante habilitado à grande romagem, tão-somente à espera do sinal de partida. Ainda assim, estava sereno e portava-se com bravura. 

Tão acentuada se lhe evidenciava a acuidade mental, que quase nos percebia a presença.

Silas, que lhe acariciava a fronte com a destra generosa, disse-nos, atencioso:

– Já que vieram para anotar um processo de divida expirante, podem algo perguntar ao companheiro, cuja memória se revela, tanto quanto possível, consciente e vigilante.

– Ouvir-nos-á, porém? – inquiriu Hilário, entre surpreso e compungido.

– Não com os tímpanos da carne, contudo, assinalar-nos-á qualquer indagação em espírito – esclareceu o Assistente, afetuoso.


Dominado de intensa simpatia, inclinei-me sobre o irmão em rude prova, atraído pela fé que lhe abrilhantava as pupilas e, abraçando-o, indaguei, em voz alta:

– Leo amigo, reconhece-se você no limiar da vida verdadeira? Sabe que deixará o corpo em breves horas?

O interpelado, crendo raciocinar por si mesmo, registrou-me a inquirição, palavra por palavra, qual se lhe fossem transmitidas ao cérebro por fios invisíveis. 

E, como se conversasse a sós consigo, falou findo:

– Oh! sim, a morte!... Sei que, provavelmente esta noite, chegarei ao justo fim...

Desdobrando o nosso diálogo, acrescentei:

– Não tem receio?

– Nada posso temer... – refletiu muito calmo.

E, movendo os olhos com esforço, buscou fitar na alva parede da enfermaria uma pequena escultura do Cristo crucificado, refletindo de si para consigo:

– Nada posso recear, em companhia do Cristo, meu Salvador... Ele também foi vilipendiado e esquecido... Terá vomitado sangue na cruz do martírio, Ele que era puro, varado pelas chagas da ingratidão... 

Por que não me resignar à cruz do meu leito, suportando, sem reclamar, as golfadas de sangue que de quando em quando me anunciam a morte, eu que sou pecador necessitado da complacência divina?!...

– Você é católico romano? – Sim...

Meditei na sublimidade do sentimento cristão, vivo e sincero, seja qual for a escola religiosa em que se exprima, e prossegui, afagando-lhe o peito opresso:

– Nesta hora de tanta significação para o seu caminho, sinto a ausência de seus familiares humanos...

– Ah! meus familiares... meus afetos. . . – respondeu, falando mentalmente – meus pais teriam sido no mundo os meus únicos amigos... 

No entanto, demandaram o túmulo, quando eu era simplesmente um jovem enfermo... Separado de minha mãe, vi-me entregue aos desajustes orgânicos... 

Logo após, meu irmão Henrique não hesitou em declarar-me incapaz... Por direito à herança, cabiam-lhe grandes bens, contudo, prevalecendo-se do meu infortúnio o mano obteve da Justiça, com meu próprio assentimento, a documentação com que se fazia meu tutor... 

Bastou, porém, a consecução dessa medida, para que se transformasse para mim num verdugo cruel...


Apossou-se-me de todos os recursos... Internou-me num hospício, em que amarguei longos anos de isolamento... Sofri muito... 

Alimentei-me com o pão recheado de fel, destinado pelo mundo aos que lhe penetram as portas como réprobos do berço, porque o desequilíbrio mental me perseguia desde a idade mais tenra... 

Quando algo melhorado, fui constrangido a deixar o manicômio. Recorri-lhe à porta, mas expulsou-me sem compaixão... Fiquei apavorado, vencido... 

Ó meu Deus, como escarnecer assim de um irmão doente e infeliz? Debalde impetrei socorro à Justiça. Legalmente, Henrique era o único senhor dos haveres de nossa casa... 

Envergonhado, busquei outros climas...

Tentei o trabalho digno, mas apenas obtive, em meu favor, a profissão de vigia noturno, passando a rondar vasto edifício comercial, amparado por um homem caridoso, condoído de minha fome... 

O frio da noite, porém, encontrava-me ao desabrigo e, a breve tempo, adquiri uma febre insidiosa que passou a devorar-me devagarinho... Não sei quanto tempo estive, assim, chumbado a indefinível desânimo... 

Certa feita, caí fatigado sobre a poça de sangue que se me derramava da boca e criaturas piedosas me angariaram o leito em que me refugio...

– E que opinião mantém você, acerca de Henrique? Lembra se dele com mágoa?

Qual se mergulhasse a memória em ondas de enternecimento e saudade, Leo deixou que as lágrimas se lhe entornassem dos olhos, em dolorosa quietude mental. 

Em seguida, monologou por dentro;

– Pobre Henrique!... Não deverei, antes, lastimá-lo? Acaso, não deverá ele igualmente morrer? de que lhe terá valido a apropriação indébita se será também um dia alijado do corpo? por que me reportaria a perdão, se ele é mais infeliz que eu mesmo?


E, tornando a pousar os olhos na figura do Cristo, continuou:

– Jesus, escarnecido e espancado, esqueceu ofensas e deserções... Içado à cruz, não clamou contra os amigos que o haviam lançado à humilhação e ao sofrimento... 

Não teve uma palavra de censura para os truculentos algozes... Ao invés de incriminá-los, pedira ao Pai Celeste amorosa proteção para todos... E Jesus foi o Embaixador de Deus entre os homens... Com que direito julgarei, assim, meu próprio irmão, se eu, alma necessitada de luz, não posso penetrar os Divinos Juízos da Providência?

Aquietara-se Leo em pranto, buscando internar a mente no templo de amor da prece. A humildade a que se recolhia tocavame o coração.  
Ergui-me de olhos úmidos. Para sondar-lhe a grandeza d’alma, não seria preciso alongar o interrogatório.

Hilário, que se mostrava comovido até às lágrimas, desistiu de qualquer consulta, apenas inquirindo ao Assistente se o agonizante estava reencarnado sob os auspícios da Mansão, ao que Silas informou, prestativo:

– Sim, Leo vive tutelado por nossa casa. Aliás, temos algumas centenas de criaturas que, não obstante materializadas na carne, permanecem ligadas à nossa instituição pelas raízes dos débitos a que se prendem, geralmente todas elas em estágios difíceis de regeneração, porque delinquentes em reajuste. 

Renascem no mundo sob a guarda de nosso estabelecimento socorrista, mas naturalmente ainda enleadas, de certo modo, aos parceiros do pretérito, com cuja influência tomam contacto, consolidando as qualidades morais de que necessitam, através dos conflitos interiores que podemos classificar como sendo a forja da tentação.

– Como é belo apreciar o amor paternal de Deus que a tudo atende no lugar próprio!... – clamou Hilário.



– Sem dúvida – considerou Silas, sensatamente –, a Lei de Deus determina o progresso e a dignidade para todos. Sabem vocês que, via de regra, os desencarnados que se asilam na Mansão constituem grande ajuntamento de criminosos e viciados...

E, modificando a inflexão de voz, acrescentou: – ... como eu mesmo. Ali recebemos atenção e carinho, assistência e bondade, reeducando-nos, às vezes, por muitos anos...

Contudo, é imperioso observar que, recolhendo a generosidade dos benfeitores e instrutores que nos garantem aquele pouso de amor, apenas acumulamos débitos com a proteção imerecida, compromissos esses que precisamos resgatar, igualmente em serviço ao próximo. 

Todavia, a fim de que nos habilitemos para as tarefas do bem genuíno, é imprescindível purgar a nossa condição inferior, agravada na culpa, porquanto o conhecimento elevado, adquirido em nossa organização, vale mais como teoria nobilitante, que nos cabe substancializar na prática correspondente, para que se incorpore, em definitivo, ao nosso patrimônio moral. 

Eis por que, depois do aprendizado breve ou longo em nosso instituto, somos novamente internados na esfera da carne e, aí, é óbvio que, apesar de protegidos por nossos mentores, deveremos sofrer a aproximação dos antigos comparsas de nossos delitos, para demonstrar aproveitamento e assimilação do amparo recebido.

Ao nosso lado, porém, Leo contava os derradeiros minutos no veículo denso e notamos que o Assistente não desejava ausentar se do caso dele, para que lhe guardássemos a lição.

Talvez por isso mesmo, Silas ministrou-lhe energias novas ao peito exausto, através de passes balsamizantes, falando-nos em seguida:

– Vocês ouviram as alegações mentais do companheiro que se despede...

Hilário, que ardia de curiosidade, tanto quanto eu faminto de novas elucidações, indagou, reverente:

– Em que ponto será lícito considerar a presente desencarnação de Leo como débito expirante?


Nosso interlocutor fixou expressivo gesto e informou:

– Decerto, não me reportarei à conta integral de nosso amigo, perante a Lei. Não disponho pessoalmente de recursos informativos para relacionar-lhe as dívidas e créditos no tempo. Referirme-ei, por isso, tão-somente à culpa que o atormentava, quando ingressou em nossa casa, segundo os apontamentos que lá poderemos compulsar.

O agonizante agora, de nervos asserenados pelo socorro magnético, parecia quase ouvir-nos. Sustentando-lhe a fronte suarenta, Silas, atencioso, prosseguiu, depois de leve pausa:

– Leo enfileirou mentalmente para nós as amargas recordações dos dias recentes que tem vivido, detendo-se particularmente na enfermidade que o martiriza desde o berço, nos tormentos do hospício e na dureza de um irmão que o sentenciou à extrema penúria... 

Vejamos porém, a razão das dores com que pune a si mesmo e porque mereceu a felicidade de ressarcir para sempre o débito particular, agora na pauta de nosso estudo... 


Em princípios do século passado, era ele filho dileto de abastados fidalgos citadinos que, desencarnados muito cedo, lhe confiaram o próprio irmão doente, o jovem Fernando, cuja existência fora marcada por incurável idiotia. 

Ernesto, no entanto – pois era esse o nome de nosso Leo, na existência última –, tão logo se viu sem a presença dos genitores, deu-se pressa em alijar o irmão do seu convívio, cioso do governo total sobre a avantajada fortuna de que ambos se faziam herdeiros. 

Além disso, moço habituado aos saraus do seu tempo, estimava as recepções esmeradas, nas quais o palacete da família descerrava as portas brasonadas às relações elegantes, e, orgulhoso da paisagem doméstica, envergonhava-se de ombrear com o irmão, por ele proibido de comparecer aos seus ágapes sociais.

Todavia, porque Fernando, mentecapto, não lhe atendesse às ordens, em razão da incapacidade de apreendê-las, providenciou gradeada prisão, ao fundo da residência, onde o rapaz enfermo foi excluído da comunidade familiar. 

Encarcerado e sozinho, desfrutando apenas a intimidade de alguns escravos, Fernando passou a viver engaiolado, qual se fora infeliz animal. Enquanto isso, Ernesto, casado, dava largas aos caprichos da mulher, em extensas viagens de recreio, nas quais desperdiçava seus bens, em jogatinas e extravagâncias.


Depois de algum tempo, esgotado nas finanças de que podia dispor, apenas conseguiria reequilibrar-se por morte do mano irresponsável; no entanto, o jovem mentalmente enfermo dava mostras de grande fortaleza física, não obstante certa bronquite crônica que muito o incomodava. 

Observando-lhe o desequilíbrio respiratório, Ernesto planejou levá-lo a moléstia mais grave, na esperança de remetê-lo com rapidez ao sepulcro, recomendando aos servos que o libertassem, todas as noites, num grande pátio, em que Fernando repousasse ao relento.

O moço, porém, denotava enorme resistência e, embora sofresse consecutivas crises de sua moléstia, assim exposto à intempérie, durante quase dois anos superou valorosamente a provação a que fora submetido. 

Entrementes, padecia Ernesto o cerco de angústia econômica sempre mais grave, que somente o quinhão amoedado de Fernando, entregue ao comando de velhos amigos, conforme a vontade paterna, poderia solucionar. 

Em razão disso, envilecido pela fome de ouro, certa noite liberou dois escravos delinqüentes, algemados em seu domicílio, sob a condição de se exilarem para terras distantes e, após vê-los partir, sob o nevoeiro da madrugada, buscou o leito do irmão, enterrando-lhe um punhal no peito
inerme...

Na manhã seguinte, ante o choro dos servos, a lhe mostrarem o cadáver, fê-los admitir que os cativos fujões teriam sido os autores do crime e, inocentando-se com astúcia, entrou na posse dos bens que pertenciam ao morto, com plena aprovação dos magistrados terrestres. 

Foi assim que, apesar de regalada existência na carne, ao aportar no além-túmulo atravessou extensa faixa de expiações.


Fernando, o irmão desditoso, com absoluta magnanimidade esqueceu-lhe as ofensas; no entanto, vergastado pelos remorsos, Ernesto entrou em comunhão com impassíveis agentes da sombra, que o fizeram presa de inomináveis torturas, por se recusar a segui-los nas práticas infernais. 

Conservando no imo d’alma a lembrança da vítima, através da percussão mental do arrependimento sobre os centros perispiríticos, enlouqueceu de dor, vagueando por vários lustros, em tenebrosas paisagens, até que, recolhido à nossa instituição, foi convenientemente tratado para o reajuste preciso. 

Não obstante recuperado, porém, as reminiscências do crime absorviam-lhe o espírito de tal sorte que, para o retorno à marcha evolutiva normal, implorou o regresso à carne, a fim de experimentar a mesma vergonha, a mesma penúria e as mesmas provas por ele infligidas ao irmão indefeso, pacificando, desse modo, a consciência intranquila. 

Amparado em seus propósitos de resgate por eminentes instrutores, tornou ao campo físico, carreando na própria alma os desequilíbrios que assimilou além do sepulcro, com os quais renasceu alienado mental, como o próprio Fernando no passado recente, tendo amargado, na posição de Leo, todos os infortúnios por ele impostos ao irmão debilitado e infeliz. 

Ressurgiu, dessa forma, na esfera carnal, desditoso e doente. Cedo conheceu a orfandade, foi colhido de surpresa pela secura e vilania de um irmão insensato que o filhou no ambiente sombrio de um manicômio e, para não faltar particularidade alguma ao quadro expiatório, padeceu como guarda-noturno o frio e os temporais a que expusera a vítima indefesa...


Entretanto, pela humildade e paciência com que tem sabido aceitar os golpes reparadores,
conquistou a felicidade de encerrar em definitivo o débito a que nos reportamos.

Porque emudecesse o orientador, preocupado em atender ao agonizante, então banhado pelo suor característico da morte, Hilário indagou:

– Assistente, como entender que o nosso companheiro está liquidando a dívida a que se refere?

– Pois não vêem? – observou Silas, admirado. E, indicando a grande hemoptise que começava, ajuntou:

– Qual Fernando, que desencarnou com o tórax perfurado por lâmina assassina, Leo igualmente se despede do corpo com os pulmões em frangalhos. 

Contudo, pelo procedimento correto que adotou perante a Lei, atravessa o mesmo suplício, mas no leito, sem escândalos destrutivos, embora esteja vertendo o próprio sangue pela boca, tal qual sucedeu ao mano espezinhado e vencido. 

Cumpre-se o aresto da justiça, apenas com a diferença de que, em vez do gládio de ferro, temos aqui batalhões de bacilos assassinos...

Talvez porque nos visse o assombro, ante a lição, ocupado embora na assistência ao moribundo, rematou com grave tom de voz:

– Quando a nossa dor não gera novas dores e nossa aflição não cria aflições naqueles que nos rodeiam, nossa dívida está em processo de encerramento. 

Muitas vezes, o leito de angústia entre os homens é o altar bendito em que conseguimos extinguir compromissos ominosos, pagando nossas contas, sem que o nosso resgate a ninguém mais prejudique

Quando o enfermo sabe acatar os Celestes Desígnios, entre a conformação e a humildade, traz consigo o sinal da dívida expirante...


Silas, contudo, não pôde continuar. Leo, em oração, debatia se nos estertores da morte.

O Assistente enlaçou-o, com carinhoso enternecimento e exorou o Amparo Divino, como se o doente desventurado lhe fosse um filho do coração. 

Envolvido nas irradiações suaves da prece, Leo adormeceu, diante de nossas lágrimas.

Porque perguntássemos quanto ao motivo pelo qual não o arrebataríamos, de imediato, ao vaso cadavérico, para transportá-lo conosco à Mansão, o Assistente informou-nos, conciso:

– Não dispomos de autoridade para desligá-lo do corpo. Semelhante responsabilidade não nos compete.

E, comunicando aos vigilantes que missionários da libertação viriam, em breves horas, em socorro do companheiro que descansava, meditativo e emocionado propôs-nos regressar à Mansão.


Namastê / Laroyê

12.1.26

RESGATES COLETIVOS

O relato a seguir se encontra no livro "Ação e Reação" de Chico Xavier pág. 230, cap. 18.
Entendíamo-nos com Silas, acerca de variados problemas, quando expressivo chamamento de Druso nos reuniu ao diretor da casa, em seu gabinete particular de serviço.

O chefe da Mansão foi breve e claro.
Apelo urgente da Terra pedia auxílio para as vítimas de um desastre aviatório.

Sem alongar-se em minúcias, informou que a solicitação se repetiria, dentro de alguns instantes, e conviria esperar a fim de examinarmos o assunto com a eficiência precisa.

Com efeito, mal terminara o apontamento e sinais algo semelhantes aos do telégrafo de Morse se fizeram notados em curioso aparelho. 

Druso ligou tomada próxima e vimos um pequeno televisor em ação, sob vigorosa lente, projetando imagens movimentadas em tela próxima, cuidadosamente encaixada na parede, a pequena distância.

Qual se acompanhássemos curta notícia em cinema sonoro, contemplamos, surpreendidos, a paisagem terrestre.

Sob a crista de serra alcantilada e selvagem, destroços de grande aeronave guardavam consigo as vítimas do acidente. Adivinhava-se que o piloto, certamente enganado pelo traiçoeiro oceano de espessa bruma, não pudera evitar o choque com os picos graníticos que se salientavam na montanha, silenciosos e implacáveis, à maneira de medonhos torreões de fortaleza agressiva.

Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no doloroso sinistro.


Enquanto Druso e Silas combinavam medidas para a tarefa assistencial, Hilário e eu olhávamos, espantados, o espetáculo inédito para nós ambos.

A cena aflitiva parecia desenrolar-se ali mesmo. Oito dos desencarnados no acidente jaziam em posição de chague, algemados aos corpos, mutilados ou não; quatro gemiam, jungidos aos próprios restos, e dois deles, não obstante ainda enfaixados às formas rígidas, gritavam desesperados, em crises de inconsciência. 

Contudo, amigos espirituais, abnegados e valorosos, velavam ali, calmos e atentos. Figurando-se cascata de luz vertendo do Céu, o auxílio do Alto vinha, solícito, em abençoada torrente de amor.

O quadro patético era tão real à nossa observação, que podíamos ouvir os gemidos daqueles que despertavam desfalecentes, as preces dos socorristas e as conversações dos enfermeiros que concertavam providências à pressa...

De alma confrangida, vimos desaparecer a notícia televisada, enquanto Silas cumpria as ordens do comandante da instituição com admirável eficiência.

Em poucos instantes, diversos operários da casa puseram-se em marcha, na direção do local minuciosamente descrito.

Voltando ao gabinete em que lhe aguardávamos o retorno, Silas ainda se entendeu com o orientador, por alguns minutos, com respeito ao serviço em foco.

Foi então que Hilário e eu indagamos se não nos seria possível a participação na obra assistencial que se processava, no que Druso, paternalmente, não concordou, explicando que o trabalho era de natureza especialíssima, requisitando colaboradores rigorosamente treinados.


Cientes de que o generoso mentor poderia dispensar-nos mais tempo, aproveitamos o ensejo para versar a questão das provas coletivas. Hilário abriu campo livre ao debate, perguntando, respeitoso, por que motivo era rogado o auxílio para a remoção de seis dos desencarnados, quando as vítimas eram catorze.

Druso, no entanto, replicou em tom sereno e firme:

– O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. 

No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito.

– Quantos dias? – clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via possuído.

– Depende do grau de animalização dos fluidos que lhes retêm o Espírito à atividade corpórea – respondeu-nos o mentor. – Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias... 

Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. 

Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado. 

E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei. 

Assim é que “morte física” não é o mesmo que “emancipação espiritual”.


– Isso, no entanto – considerei –, não quer dizer que os demais companheiros acidentados estarão sem assistência, embora coagidos a temporária detenção nos próprios restos.

– De modo algum – ajuntou o amigo generoso –, ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo. Os irmãos que se demoram enredados em mais baixo teor de experiência física compreenderão, gradativamente, o socorro que se mostram capazes de receber.

– Todavia – reparou Hilário –, não serão atraídos por criaturas desencarnadas, de inteligência perversa, já que não podem ser resguardados de imediato?

Druso estampou significativa expressão facial e ponderou:

– Sim, na hipótese de serem surdos ao bem, é possível se rendam às sugestões do mal, a fim de que, pelos tormentos do mal, se voltem para o bem. No assunto, entretanto, é preciso considerar que a tentação é sempre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. 

A junção de nossas almas com os poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós.

A explicação não poderia ser mais clara. Talvez por isso, algo desconcertado pelo esclarecimento direto, meu companheiro que, tanto quanto eu, não desejava perder a oportunidade de mais ampla conversação, acentuou, humilde:

– Nobre instrutor, decerto não temos o direito de questionar qualquer determinação que lhe dimane da autoridade; ainda assim, estimaria conhecer mais profundamente as razões pelas quais nos é defeso o trabalho de colaboração nos serviços pertinentes ao socorro nos resgates de conjunto. 

Não poderíamos, acaso, cooperar com os obreiros desta casa, nas expedições de auxílio às vítimas de acidentes diversos, de modo a pesquisar as causas que os determinaram? 

Indiscutivelmente a Mansão, com as responsabilidades de que se encontra investida, desincumbir-se-á de trabalhos dessa espécie todos os dias...

– Quase todos os dias – corrigiu Druso, sem pestanejar.


E, fitando Hilário de estranha maneira, aduziu: – É imperioso observar, porém, que vocês coletam material didático para despertamento de nossos irmãos encarnados, quase todos eles em fase importante de luta, no acerto de contas com a Justiça Divina. 

Analisando os resgates dessa ordem, vocês fatalmente seriam compelidos à autópsia de situações e problemas suscetíveis de plasmar imagens destrutivas no ânimo de muitos daqueles que ambos se propõem auxiliar.

Esboçando leve sorriso em que deixava transparecer a humildade que lhe adornava o espírito de escol, aditou:

– Parece-me que não seríamos capazes de comentar um desastre de grandes proporções, no campo dos homens, sem lhes insuflar o vírus do medo, tanta vez portador do desânimo e da morte.

A palavra do orientador, serena e evangélica, reajustava-nos os impulsos menos edificantes. Inegavelmente, a Terra jaz repleta de criaturas, tanto quanto nós, algemadas a escabrosos compromissos, carentes de ação contínua para o necessário reequilíbrio. 

Não seria justo atormentá-las com pensamentos de temor e flagelação, quando através do bem, sentido e praticado, podemos cada hora arredar de nossos horizontes as nuvens de sofrimentos prováveis.

Assinalando-nos a atitude inequívoca de compreensão e de obediência, como não podia deixar de ser, o chefe da instituição continuou em tom afável, depois de ligeira pausa:

– Imaginemos que fossem analisar as origens da provação a que se acolheram os acidentados de hoje... 

Surpreenderiam, decerto, delinquentes que, em outras épocas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes sobre o dorso do mar, pondo a pique existências preciosas, ou suicidas que se despenharam de arrojados edifícios ou de picos agrestes, em supremo atestado de rebeldia, perante a Lei, os quais, por enquanto, somente encontraram recurso em tão angustioso episódio para transformarem a própria situação. 

Quantos milhares de irmãos encarnados possuímos nós, em cujas contas com os Tribunais Divinos figuram débitos desse jaca? Entretanto, não desconhecemos que nós, consciências endividadas, podemos melhorar nossos créditos, todos os dias. 

Quantos romeiros terrenos, em cujos mapas de viagem constam surpresas terríveis, são amparados devidamente para que a morte forçada não lhes assalte o corpo, em razão dos atos louváveis a que se afeiçoam!... 

Quantas intercessões da prece ardente conquistam moratórias oportunas para pessoas cujo passo já resvala no cairel do sepulcro?!... quantos deveres sacrificiais granjeiam, para a alma que os aceita de boamente, preciosas vantagens na Vida Superior, onde providências se improvisam para que se lhes amenizem os rigores da provação necessária?! 

Bem sabemos que, se uma onda sonora encontra outra, de tal modo que as “cristas” de uma ocorram nos mesmos pontos dos “vales” da outra, esse meio, em consequência aí não vibra, tendo-se como resultado o silêncio.

Assim é que, gerando novas causas com o bem, praticado hoje, podemos interferir nas causas do mal, praticado ontem, neutralizando-as e reconquistando, com isso, o nosso equilíbrio. 

Desse modo, creio mais justo incentivarmos o serviço do bem, através de todos os recursos ao nosso alcance. A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o otimismo e o trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renovadores, cujo mérito não será lícito esquecer, na reabilitação de nossas ideias e, consequentemente, de nossos destinos.


Entregara-se o chefe a mais longa pausa e, movido pelo propósito de aprender, indaguei de Druso se ele mesmo não teria acompanhado algum processo de resgate coletivo, em que os Espíritos interessados não teriam outro recurso senão a morte violenta, como remate aos dias do corpo denso, ao que o instrutor respondeu, presto:

– Guardo em minha experiência alguns casos expressivos que seria justo relacionar, no entanto, reportar-nos-emos simplesmente a um deles, pois nossas obrigações são inadiáveis.

Depois de momentos rápidos em que naturalmente apelava para a memória, comentou, benevolente:

– Há trinta anos, desfrutei o convívio de dois benfeitores, a cuja abnegação muito devo neste pouso de luz. Ascânio e Lucas, Assistentes respeitados na Esfera Superior, integravam-nos a equipe de mentores valorosos e amigos... 

Quando os conheci em pessoa, já haviam despendido vários lustros no amparo aos irmãos transviados e sofredores. Cultos e enobrecidos, eram companheiros infatigáveis em nossas melhores realizações. 

Acontece, porém, que depois de largos decênios de luta, nos prélios da fraternidade santificante, suspirando pelo ingresso nas esferas mais elevadas, para que se lhes expandissem os ideais de santidade e beleza, não demonstravam a necessária condição específica para o vôo anelado. 

Totalmente absortos no entusiasmo de ensinar o caminho do bem aos semelhantes, não cogitavam de qualquer mergulho no pretérito, por isso que, muitas vezes, quando nos fascinamos pelo esplendor dos cimos, nem sempre nos sobra disposição para qualquer vistoria aos nevoeiros do vale... 

Dessa forma, passaram a desejar ardentemente a ascensão, sentindo-se algo desencantados pela ausência de apoio das autoridades que lhes não reconheciam o mérito imprescindível. 

Dilatava-se o impasse, quando um deles solicitou o pronunciamento da Direção Geral a que nos achamos submissos. O requerimento encontrou curso normal até que, em determinada fase, ambos foram chamados a exame devido

A posição imprópria que lhes era característica foi carinhosamente analisada por técnicos do Plano Superior, que lhes reconduziram a memória a períodos mais recuados no tempo


Diversas fichas de observação foram extraídas do campo mnemônico, à maneira das radioscopias dos atuais serviços médicos no mundo e, através delas, importantes conclusões surgiram à tona... 

Em verdade, Ascânio e Lucas possuíam créditos extensosadquiridos em quase cinco séculos sucessivos de aprendizado digno, somando as cinco existências últimas nos círculos da carne e as estações de serviço espiritual, nas vizinhanças da arena física; no entanto, quando a gradativa auscultação lhes alcançou as atividades do século XV, algo surgiu que lhes impôs dolorosa meditação... 

Arrebatadas ao arquivo da memória e a doer-lhes profundamente no espírito, depois da operação magnética a que nos referimos, reapareceram nas fichas mencionadas as cenas de ominoso delito por ambos cometido, em 1429, logo após a libertação de Orleães, quando formavam no exército de Joana d'Arc...

Famintos de influência junto aos irmãos de armas, não hesitaram em assassinar dois companheiros, precipitando-os do alto de uma fortaleza no território de Gâtinais, sobre fossos imundos, embriagando-se nas honrarias que lhes valeram, mais tarde, torturantes remorsos além do sepulcro. 

Chegados a esse ponto da inquietante investigação, pela respeitabilidade de que se revestiam foram inquiridos pelos poderes competentes se desejavam ou não, prosseguir na sondagem singular, ao que responderam negativamente, preferindo liquidar a dívida, antes de novas imersões nos depósitos da subconsciência. 

Desse modo, em vez de continuarem insistindo na elevação a níveis mais altos, suplicaram, ao revés, o retorno ao campo dos homens, no qual acabam de pagar o débito a que aludimos.

– Como? – indagou Hilário, intrigado.

– Já que podiam escolher o gênero de provação, em vista dos recursos morais amealhados no mundo íntimo – informou o orientador –, optaram por tarefas no campo da aeronáutica, a cuja evolução ofereceram as suas vidas. 

Há dois meses regressaram às nossas linhas de ação, depois de haverem sofrido a mesma queda mortal que infligiram aos companheiros de luta no século XV.

– E o nosso caro instrutor visitou-os nos preparativos da reencarnação agora terminada? – inquiri com respeito.

– Sim, por várias vezes os avistei, antes da partida. Associavam-se a grande comunidade de Espíritos amigos, em departamento específico de reencarnação, no qual centenas de entidades, com dívidas mais ou menos semelhantes às deles, também se preparavam para o retorno á carne, abraçando, assim, trabalho redentor em resgates coletivos.


– E todos podiam selecionar o gênero de luta em que saldariam as suas contas? – perguntei, ainda, com natural interesse.

– Nem todos – disse Druso, convicto. – Aqueles que possuíam grandes créditos morais, qual acontecia aos benfeitores a que me reporto, dispunham desse direito. 

Assim é que a muitos vi, habilitando-se para sofrer a morte violenta, em favor do progresso da aeronáutica e da engenharia, da navegação marítima e dos transportes terrestres, da ciência médica e da indústria em geral, verificando, no entanto, que a maioria, por força dos débitos contraídos e consoante os ditames da própria consciência, não alcançava semelhante prerrogativa, cabendo-lhe aceitar sem discutir amargas provas, na infância, na mocidade ou na velhice, através de acidentes diversos, desde a mutilação primária até a morte, de modo a redimir-se de faltas graves.

– E os pais? – inquiriu meu colega, alarmado. Em que situação surpreenderemos os pais dos que devem ser imolados ao progresso ou à justiça, na regeneração de si mesmos? a dor deles não será devidamente considerada pelos poderes que nos controlam a vida?

– Como não? – respondeu o orientador – as entidades que necessitam de tais lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos pais que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família. 

A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas. Estabelecera-se longa pausa. A lição como que nos impelia a rápidos mergulhos no mundo de nós mesmos. 

Hilário, contudo, insatisfeito como sempre, perguntou, irrequieto:

– Instrutor amigo, imaginemos que Ascânio e Lucas, após a vitória de que nos dá notícia, continuem anelando a subida aos planos mais altos... Precisarão, para isso, de nova consulta ao passado?

– Caso não demonstrem a condição específica indispensável, serão novamente submetidos à justa auscultação para o exame e seleção de novos resgates que se façam precisos.

– Isso quer dizer que ninguém se eleva ao Céu sem quitação com a Terra? O interlocutor sorriu e completou:

– Será mais lícito afirmar que ninguém se eleva a pleno Céu, sem plena quitação com a Terra, porquanto a ascensão gradativa pode verificar-se, não obstante invariavelmente condicionada aos nossos merecimentos nas conquistas já feitas. 

Os princípios de relatividade são perfeitamente cabíveis no assunto. Quanto mais céu interior na alma, através da sublimação da vida, mais ampla incursão da alma nos céus exteriores, até que se realize a suprema comunhão dela com Deus, Nosso Pai. 

Para isso, como reconhecemos, é indispensável atender à justiça, e a Justiça Divina está inelutavelmente ligada a nós, de vez que nenhuma felicidade ambiente será verdadeira felicidade em nós, sem a implícita aprovação de nossa consciência.

O ensinamento era profundo. Cessamos a inquirição e, como serviço urgente requeria a presença de Druso, em outra parte, retiramo-nos em demanda do Templo da Mansão, com o objetivo de orar e pensar.


Namastê / Laroyê

SE PREPARANDO PRA REENCARNAR (ESBOÇO)

No livro Missionários da Luz, Cap 12, ditado André Luiz e psicografado por Chico Xavier temos uma explicação bem detalhada de como são prepa...