6.6.26

COMO CONTROLAR O EGO II

O que é Ego?

Refere à parte da mente responsável por lidar com a
realidade material e com a identidade consciente de um encarnado.

Dessa forma, ele atua como um mediador entre os impulsos instintivos, valores morais e éticos e as exigências da realidade externa.

O que é Self?

O Self é um conceito da psicologia analítica de Carl G. Jung. Ele representa a totalidade da psique de uma pessoa, englobando tanto as partes conscientes quanto as do inconciente.

Dessa forma, diferente do ego, que é a parte da mente que lida com a realidade e com a identidade consciente, o self é visto como a essência mais profunda do ser, o “eu total”, que inclui todas as facetas da personalidade.

Portanto, o self simboliza a integração dos opostos dentro da psique e busca a harmonia interior.



Como ele é formado?

O Self se forma ao longo do desenvolvimento individual por meio do processo de individuação, que é a integração dos aspectos conscientes e inconscientes da psique.

Inicialmente, a psique é dominada pelo ego,
que organiza a consciência e a identidade. No entanto, à medida que a pessoa amadurece, partes do inconsciente começam a emergir e a influenciar o seu desenvolvimento.

Integrar esses elementos inconscientes ao ego, permitindo que o indivíduo se torne mais completo e equilibrado, é o que leva à formação do Self.

Quais são as diferenças entre Ego e Self?

Alcance

Ego: Está focado no nível consciente da mente, lidando com as experiências diárias e a adaptação social.

Self: Abrange toda a psique, incluindo o consciente e o inconsciente, e busca a integração de todos os aspectos da personalidade.

Função Principal

Ego: Atua como mediador entre os desejos internos e as realidades externas, garantindo que o comportamento seja apropriado e adaptativo.

Self: Serve como o guia para o desenvolvimento psicológico completo, promovendo a harmonia interna e a totalidade.

Essas são algumas diferenças que ajudam a compreender como o Ego e o Self operam de maneiras distintas, mas complementares, na formação da identidade e no desenvolvimento psicológico.


Habituado ao não enfrentamento com o Self, o Ego camufla a sua resistência à aceitação da realidade profunda, elaborando mecanismos escapistas, de forma a preservar o seu domínio na pessoa.

Desse modo, podemos enumerar alguns desses instrumentos do Ego, para ocultar-lhe a realidade, facultando-lhe a fuga do enfrentamento com o eu profundo, tais como: 

  • compensação, 
  • deslocamento, 
  • projeção, 
  • introjeção e 
  • racionalização.

👉
Compensação: foi o admirável pai da Psicanálise individual, Alfred Adler, quem, percebendo que um órgão deficitário é substituído pelo seu par — um pulmão enfermo ou um rim doente —, estabeleceu que ocorre uma compensação correspondente na área psicológica.

Grandes ases da cultura física tornaram-se atletas, porque buscaram compensar a fragilidade orgânica, ou algum limite, entregando-se a extenuantes exercícios que lhes facultaram alcançar as metas estabelecidas. O mesmo ocorre nas artes, na ciência com muitos dos seus paladinos.

Essa compensação se enraíza nos fulcros de algum conflito, nos leva a exagerar determinada tendência como fenômeno inconsciente que nos demonstra o contrário.

O excesso de devotamento a uma causa ou ideia é a compensação ao medo inconsciente de sustentá-lo.

O fanatismo resulta da insegurança interior, não consciente, pela legitimidade daquilo em que se pensa acreditar, desse modo compensando-se.

Há sempre um exagero, um superdesenvolvimento compensador, quando, de forma inconsciente se estabelece um conflito, por adoção de uma crença em algo sem convicção.

O excesso de pudor, a exigência de pureza, provavelmente são compensações por exorbitantes desejos sexuais reprimidos e anelos de gozos promíscuos, vigentes no ser profundo.

Sem dúvida, não se aplica à generalidade das pessoas corretas e pudicas, mas àquelas que se caracterizam pelo excesso, pela ênfase predominante que dão a essas manifestações naturais.

Na compensação ocorre a formação de reação, que responde pela necessidade de um efeito psicológico contrário.

Desse modo, as atitudes exageradas em qualquer área camuflam desejos inconscientes opostos.

Nessa compensação psicológica, o Ego exacerbado está sempre correto e, sem piedade pela fragilidade humana, exprime-se dominador, superior aos demais, que não raro persegue com inclemência.

Na distorcida visão egóica, a sua é sempre a postura certa, por isso exagera para sentir-se aliviado da tensão decorrente da incoerência entre o ego presunçoso e o eu debilitado.

A compensação substituta — uma deficiência orgânica propele o indivíduo a destacar-se noutra área da saúde, sobrepondo a conquista de realce ao fator de limite — também transfere-se para o campo emocional, e o conflito de ordem psicológica cede lugar ao desenvolvimento de uma outra faculdade ou expressão que se pode destacar, anulando, ou melhor dizendo, escamoteando o ocasional fenômeno perturbador.

Graças a compensação substituta o Ego se plenifica, embora tentando ignorar o desequilíbrio que fica sob compressão, reprimido.

Todavia, todo conflito não liberado retorna e, se recalcado, termina por aflorar com força, gerando distúrbios mais graves.

A compensação egóica é, sem dúvida, um engodo que deve ser elucidado e vencido.

Cada criatura é o que consegue e, como tal, cumpre apresentar-se, aceitar-se, ser aceito, trabalhando pelo crescimento interior mediante catarse, consciente dos conflitos degenerativos.

Todo esse mecanismo de evasão da realidade e mascaramento do Ego torna a pessoa inautêntica, artificial, desagradável pelo irradiar de energias repelentes que causam mal-estar nas demais.


👉Deslocamento: A consciência exerce sobre a pessoa um critério de censura, face ao discernimento em torno do que conhece e experiência, sabendo como e quando se pode fazer algo, de maneira que evite culpa.

Nesse discernimento lúcido, quando surge um impulso que a censura da consciência proíbe apresentar-se sem reservas, o Ego produz um deslocamento.

Freud havia identificado essa capacidade de censura da consciência, que situou como superego.

Quando se experimenta um sentimento de revolta ou de animosidade contra alguém ou alguma coisa, mas que as circunstâncias não permitem expressar, o Ego desloca-o para reações de violência contra objetos que são quebrados ou outras pessoas não envolvidas na problemática.

Na antiga arena romana ou nos atuais ringues de boxe se traduzem esses sentimentos recalcados, contra a vítima momentânea, deslocando a fúria oculta, que se mantém contra outrem, nesse ser desamparado.

Subconscientemente, a pessoa que apoia o dominador e pede-lhe para extinguir o contendor, mantém hostilidade que reprime, impossibilitada pelas convenções sociais ou circunstanciais de exteriorizá-la.

A hostilidade da criatura leva-a a reagir sempre através de motivos reais ou imaginários.

Um olhar, uma palavra malposta, uma expressão destituída de mais profundo significado, são suficientes para provocar um deslocamento, uma atitude agressiva.

Face a essa postura, há uma tendência para camuflar os significados perturbadores da vida. Ao reprimi-los, adota-se um comportamento agradável para o Ego.

Esse mecanismo é de fácil identificação, pois que o Ego procura uma vivência de qualquer acontecimento sem sentido, para ocultar um grave problema que não deseja enfrentar conscientemente.

Essa reação pode decorrer, também, de um ambiente hostil no lar, onde a pessoa se acostumou a deslocar os sentimentos que cultivou, na convivência doméstica, e não deseja reconhecer como de natureza agressiva.

Somente uma atitude de autorreflexão consegue despertar o indivíduo para a aceitação consciente do seu Self, sem disfarce do Ego, não deslocando reações para outrem e lutando contra as perturbações psicológicas.


👉Projeção: A repressão inconsciente dos conflitos da personalidade leva o Ego a projetá-los nos outros indivíduos, nas circunstâncias e lugares, evadindo-se à aceitação dos erros e da responsabilidade por eles.

Se tropeça em uma pedra na rua, a culpa é da administração pública municipal; se choca com outrem, a culpa é dele...

A projeção alcança reações surpreendentes.

Um jovem esbarrou noutro na rua e reagiu, interrogando: Você é cego?", ao que o interlocutor respondeu: Sim, sou cego. Atropelara o invidente e se permitia o luxo de fazer-se vítima.

Há uma natural e mórbida tendência no ser humano de ignorar certas deficiências pessoais para projetá-las nos outros.

Toda vez que alguém combate com exagerada veemência determinados traços do caráter de alguém, projeta-se nele, transferindo do eu, que o Ego não deseja reconhecer como deficiente, a qualidade negativa que lhe é peculiar.

Torna a sua vítima o espelho no qual se reflete inconscientemente. Há uma necessidade de combater nos outros o que é desagradável em si.

Pessoas existem que se dizem perturbadas pelas demais, perseguidas onde se encontram, desgostadas em toda parte, revelando caráter e comportamento paranoicos, assim projetando a animosidade que mantêm por si próprias nos outros indivíduos, sob a alegação de que não os estimam, e tentam interditar-lhes o passo, o avanço.

A projeção é facilmente identificável e pode ser combatida mediante honesta aceitação de si mesmo, de como se é, trabalhando-se para tornar-se melhor.


👉Introjeção: Outro mecanismo de disfarce do Ego é a introjeção, que se caracteriza como a conscientização de que as qualidades das pessoas lhe pertencem.

Os valores relevantes que são observados noutrem, são traços do próprio caráter, constituindo uma armadilha —defesa do Ego.

A pessoa introjeta-se na vida dos heróis aos quais ama e com quem se identifica, aceitando ser parecida com eles.

Assume-lhes a forma, os hábitos, os traquejos e trejeitos, o modo de falar e de comportar-se...

Pode acontecer também que se adote o comportamento infeliz de personagens dos dramas do cotidiano, das películas cinematográficas, das telenovelas, das tragédias narradas pelos periódicos.

Na atualidade, ao lado dos inúmeros vícios sociais e dependências dos alcoólicos, tabaco e drogas outras, há, também, a dependência das telenovelas, mediante as quais as personagens, especialmente as infelizes, são introjetadas nos telespectadores angustiados.

Essa morbidez deve ser liberada e o indivíduo tem a necessidade, que lhe cumpre atender, de assumir a realidade interior, identificando-se numa harmoniosa combinação entre o Self e o Ego, mantendo o equilíbrio emocional através do exercício de autodescobrimento, eliminando as ilusões, os romances imaginários, pois que tais mecanismos de fuga, não obstante o momentâneo prazer que dispensam, terminam por alienar o ser.


👉Racionalização: A racionalização é o mecanismo de fuga de maior gravidade do Ego, por buscar justificar o erro mediante aparentes motivos justos, que degeneram o senso crítico, de integridade moral, assumindo posturas equivocadas e perniciosas.

Sempre há uma razão para creditar-se favoravelmente os atos, mesmo os mais irrefletidos e graves, através das razões apresentadas, que não são legítimas.

Essa dicotomia — o que se justifica e o que se é — torna-se um mecanismo perturbador, por negar-se o real a favor do que se imagina.

As razões legítimas dos hábitos e condutas são mascaradas por alegações falsas.

Por não admitir o que se prefere fazer ou ser, e se tem em conta de que é errado, assume-se a máscara egóica da racionalização.

Essa falta de honestidade, como expressão falsa do eu, torna-se um desequilíbrio psicológico, que termina em perda de sentido existencial.

Ninguém pode mudar um mal em bem, apenas porque se recusa a aceitar conscientemente esse mal, que lhe cumpre trabalhar para melhor, ao invés de ignorá-lo ou justificá-lo com a racionalização.

A tendência humana da escolha é sempre direcionada para o bem.

Assim, há uma repulsa natural pelo mal, de que a racionalização tenta alterar a contextura, a fim de apaziguar a consciência, gerando a perturbação psicológica.

Essa luta, que se trava entre o intelecto e a razão, busca justificativa para tornar o mal em um bem, que é irreal.

Desse modo, quando a pessoa age erradamente e a razão lhe reprocha, o intelecto busca uma alegação justa para reprimir o bem e prossegui na ação.

A execução supera a razão e a mente justifica o mal, do qual surgirá um bem, para si ou para outrem, como racionaliza o Ego em desequilíbrio.

Somente uma vontade severa e nobre, exercendo sua força sobre os mecanismos de evasão, para preservar o equilíbrio entre a razão e o intelecto com a emoção do bem e do justo, propondo o ajustamento psicológico do ser.

Fora disso, tais mecanismos de camuflagem da realidade conduzem à alienação, ao sofrimento.

Livro: "O Ser Consciente" - Divaldo Franco-  pelo Espírito Joanna de Angeles.


Namastê / Laroyê

5.6.26

COMO CONTROLAR O EGO I

Quando se diz somos imortais, o que significa? Significa que "algo" sobrevive à morte do corpo físico.

O que é esse algo?
É o Corpo Astral, Períspirito, ou Corpo Espiritual. É sabido que temos 7 corpos👈

O Corpo Físico e o Duplo Etérico se desfazem na morte; e o que sobrevive é o Corpo Astral. 

Os outros corpos são desenvolvidos com a Evolução, ou seja, estão "adormecidos".

Desde a primeira encarnação da Alma criado 'simples e ignorante', colecionamos "egos", "personas", ou podemos dizer como que atuamos num palco de teatro com diferentes personagens.

Já para Espíritos pré existentes (que não foram criados simples e ignorantes) que encarnam na Matrix "coleciona" diversas personalidades para propósitos diversos; e depois voltam para sua condição de origem. Esses Espíritos já eram quem eram.

Os criados simples e ignorantes começam do zero e recebem a Mônada ou Centelha Divina para a construção de um Espírito Imortal. 

O Espiritismo ensina que o "um corpo é uma veste" ou seja, o corpo físico é apenas uma "roupa" para o Espírito, que é imortal. 

O Espírito vive várias vidas (reencarnações) para evoluir, vestindo diferentes corpos em cada uma delas.

Essas vestes; vezes é homem, mulher, rico ou pobre, bonito ou feio, hetero ou homo e etc.

Através dos milênios reencarnamos muitas vezes, e gravamos todas essas vidas, todos esses Egos.

A nossa mente é como um grande HD com todas essa memórias, sendo apenas necessário "clicar" em alguma "pasta" para ter acesso àquela experiencia.

Muitas encarnações que tivemos foram tão ruins que não queremos lembra-las. 

Já outras temos a felicidade de lembrar como uma vida feliz e proveitosa onde realizamos; e valorizamos o bem.

Quando reencarnamos, renascemos do zero! Ao renascer na carne "esquecemos" quem fomos;
e uma nova vida em branco se reinicia.

O que trazemos de outras vidas são as conquistas e os débitos, e esses débitos são quitados de diversas maneiras.

Trazemos fortes "impressões" de nossa personalidade espiritual, isto é, manifestamos com naturalidade aquilo que mais foi agregado em todas nossas vivências.

Desta "coleção" de "Egos" transitórios avançamos, evoluímos então para a integração de todos eles. Quando se atinge o pico de aprendizados que cada Ego oferece a "iluminação" ocorre e não é mais necessário a reencarnação em corpos densos. 

Colocando o Ego no Lugar Dele

A batalha mais difícil de ser travada ocorre no teu mundo íntimo. Ninguém a vê, a aplaude ou a censura. É tua. Vitória, ou derrota, pertencerá a ti em silêncio.

Nenhuma ajuda exterior poderá contribuir para o teu sucesso, ou conjuntura alguma te levará ao fracasso.

Os inimigos e os amigos residem na tua casa interior e tu os conheces. Acompanham-te, desde há muito estás familiarizado com eles, mesmo quando te obstinas por ignorá-los.

Eles te induzem a glórias e a quedas, aos atos heróicos e às fugas espetaculares, erguendo-te às estrelas ou atrelando-te ao carro das ilusões.

São conduzidos, respectivamente, pelo teu Ego e pelo teu Eu.

O primeiro comanda as paixões dissolventes, gerando o reinado do egoísmo cego e pretensioso que alucina e envilece.

É herança do primarismo animal, a ser direcionado, pois que é o maior adversário do Eu.

Este é a tua individualidade cósmica, legatária do amor de Deus que te impele para as emoções do amor e da libertação.

Sol interno, é chama na fumaça do Ego, aguardando o momento de a dissipar, a fim de brilhar em plenitude.

👉O Ego combate e tenta asfixiar o Eu.

👉O Eu é o excelente libertador do Ego.

Sob disfarces, que são as suas estratégias de beligerância criminosa, o Ego mente, calunia, estimula a sensualidade, fomenta a ganância, gera o ódio, a inveja, trabalha pela insensatez.

Desnudado, o Eu ama, desculpa, renuncia, humilha-se e serve sem cessar.

Jamais barganha ou dissimula os seus propósitos superiores.

O Ego ameaça a paz e se atulha com as coisas vãs, na busca instável da dominação injusta.

O Eu fomenta a harmonia e despoja-se dos haveres por saber que é senhor de si mesmo e não possuidor dos adornos destituídos de valor real.

Jesus desdobrou o Eu divino com que impregnou a Humanidade e, ao ser posto na cruz, despojado de tudo, prosseguiu, de braços abertos, afagando todos que ainda O buscam.

O Ego humano deve ceder o seu lugar ao Eu cósmico, fonte inesgotável de amor e de paz. Não cesses de lutar, nem temas a refrega.


Livro: 'Momentos de Meditação' - 
Divaldo Franco pelo Espírito Joanna de Angelis Cap. 4



Mente Humana e Mente Espiritual é a mesma Coisa?

Não, embora estejam profundamente conectadas. A mente humana refere-se aos processos cognitivos, memórias e emoções ligadas à nossa vida material

A mente espiritual, por sua vez, está associada à consciência transcendental, intuição e valores elevados.

1. Mente Humana 

Origem: Está ligada à atividade neurológica e ao corpo físico.

Função: Gerencia o raciocínio lógico, as emoções terrenas, a tomada de decisões, a linguagem e a adaptação ao mundo material.

Foco: Racionalidade, sobrevivência e inteligência social.

2. Mente Espiritual

Origem: Associada ao espírito, representando a essência imaterial do ser humano.

Função: Relacionada ao propósito de vida, à intuição, à ética, à compaixão e à conexão com algo maior (o Divino).

Foco: Valores morais, paz interior, autoconhecimento profundo e transcendência.


Nós, seres espirituais, possuímos uma mente – um atributo do Espírito, onde se expressam nossas ideias, projetos, pensamentos;

A mente constitui-se de um núcleo de forças inteligentes, envolvidas por um sutil envoltório (corpo mental); 

Dela partem as ondas mentais que retratam a nossa condição evolutiva e nos ligam a todos aqueles que sintonizam conosco;

No corpo físico, a mente se identifica com o cérebro e intelectualiza a matéria, alimentando as células;

A nossa Mente Cósmica vem evoluindo, através das experiências na dimensão espiritual e na dimensão física, e, tal como nós, partiu do simples em direção ao complexo, da ignorância em direção do saber, a fim de chegar a um Estado de Completude.


O que é Urgente

Para controle e subjugação total do Ego, ou de gatilhos negativos que emanam do subconsciente para que somente o EU Espiritual assuma o comando, deve-se treinar a indiferença, a meditação, a fala não violenta e a não reação imediata.

Indiferença
no sentido de não dar importância excessiva à aquilo que não podemos mudar ou controlar. O ideal é manter-se indiferente, neutro. Somente devemos nos preocupar com aquilo que está ao nosso alcance, ou seja, modificar os NOSSOS PENSAMENTOS.

Lembrando que indiferença para com o próximo é outra coisa. Ser indiferente à dor alheia é falta de misericórdia e empatia, atributos fundamentais para aqueles que desejam a iluminação.

Meditação é respirar profundamente, é auto avaliação de atitudes, reavaliação de pensamentos, emoções, condutas, ou seja, REFORMA ÍNTIMA.

Fala não violenta é não agredir ninguém com as palavras. E não é só o teor de baixa moral, mas a maneira que se dirige ao outro de forma pacífica, educada, respeitosa sempre com um tom amigável e agradável.

E por fim, a não reação imediata que é um dos problemas graves dos tempos modernos, onde as pessoas são REATIVAS, isto é, reagem a tudo de imediato à aquilo que for contrário às suas crenças ou maneira de enxergar a vida. E essa reação é sempre violenta, impensada e muitas das vezes cruel.

É preciso NÃO REAGIR ao primeiro IMPULSO, pois é sempre o EGO que esta no comando; e não o EU SUPERIOR.


Assista o vídeo abaixo com muita atenção👇

1.6.26

PRIMEIRO SE AME, DEPOIS AME OS OUTROS

Quando nos candidatamos a uma vaga de emprego sem o devido preparo será que seremos admitidos? 

Obviamente que não.

Na vida é a mesma coisa. Como que se consegue amar o próximo se você não se ama?

Como se candidatar ao serviço espiritual sem o devido preparo? Cuide-se primeiro, para depois cuidar dos outros.

Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mt 22:39. Sananda!

Segue abaixo uma reflexão simples, mas extraordinária com Haroldo Dutra dias.




Namastê / Laroyê

27.5.26

DEVO DESPERTAR A KUNDALINI? SERÁ?

No contexto do livro Umbanda Oriental - da Mediunidade aos Orixás, mestre Ramatís descreve a Kundalini como a energia espiritual ou corrente energética psicoespiritual que habita o ser humano. 

Ela é descrita como o "sopro divino" ou "energia vital cósmica" (prana) que se aloja na base da coluna vertebral (no Muladhara Chakra), onde permanece "adormecida" e enrolada, simbolizada por uma serpente.

​O que acontece quando a Kundalini sobe?

​Quando despertada pela mediunidade orientada, a Kundalini inicia um movimento de introversão ascendente pelo canal central da coluna (nadi sushumna).

👉Ativação dos Chakras: À medida que sobe, ela atravessa e "abre" os centros de consciência (chakras), ativando seus poderes, percepções intuitivas e virtudes.

👉Transmutação Energética: A função habitual dos chakras muda; eles deixam de apenas distribuir prana para operar como núcleos que transformam energia psicofísica em energia espiritual.

👉Limpeza do Subconsciente: O processo promove a "limpeza" de impulsos reativos e registros negativos armazenados no subconsciente, desobstruindo potencialidades anímicas.

Ao chegar ao topo da cabeça (Sahasrara Chakra)

​O ápice dessa jornada ocorre quando a Kundalini atinge o Sahasrara Chakra (o lótus de mil pétalas) no topo da cabeça. Nesse estágio:

👉União Total (Yoga): Ocorre a união completa da consciência individual com a divindade interior ou Eu Superior (Purusha/Orixá).

👉Estados Superiores de Consciência: O praticante alcança a consciência do seu Orixá pessoal, a bem-aventurança e a percepção da unidade oculta em todas as coisas.

​Ao estabilizar essa energia nos centros superiores da cabeça, o ser alcança uma nova consciência, tornando-se um "servidor cósmico”, o Orixá está nele e ele está no Orixá.

Umbanda Oriental - Ramatís - Norberto Peixoto


Morte e Loucura

É preciso muita prudência para "Ativar" a Kundalini pois se trata de uma energia muito FORTE. Se despertada antes da hora, ou de maneira sem a devida preparação; a pessoa pode ficar louca ou acorrer o desencarne.

  • Primeiro se informe! 
  • Conhecimento é poder! 
  • Pergunte-se: Estou pronto para esse despertar? 

Deixo 2 vídeos espetaculares de Jocian Anthor.




NOSSOS “EUS” TRANSITÓRIOS X EU ESPIRITUAL

★ Fonte:  Jan Val Ellam Namastê / Laroyê ★ACESSE TODOS OS ESTUDOS★