28.10.26

NÃO SOU O CORPO | NÃO SOU A MENTE

Sadhguru fala sobre os benéficos e as sutilezas da prática de 'Isha Kriya' e como "eu não sou o corpo, nem mesmo sou a mente" não é um slogan, uma filosofia ou uma ideologia. 

Se trata de um despertar, ou seja, perceber através da respiração que somos uma consciência no comando do 'veículo físico'.

No entanto, se quem comanda a experiencia são as necessidades do corpo, isto é, o EGO, o Espírito não estará no comando, e sim os desejos e as paixões.

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P: Através da prática diária de Shambhavi e da prática quase diária de Isha Kriya, estou começando a experienciar que o meu corpo e a minha mente não são eu. Como me distanciar do meu corpo e da minha mente durante todo o tempo?

Sadhguru: Quando você diz "eu não sou o corpo, nem mesmo sou a mente", durante o Isha Kriya, isso não é uma filosofia ou uma ideologia. 

Não é um slogan que você fica gritando dentro de você e um dia você se converte. 

Isso é um lembrete sutil que você adiciona à sua respiração. Não use "eu não sou o corpo, nem mesmo sou a mente" para tentar se manipular psicologicamente. 

Você está apenas adicionando um certo elemento à sua respiração. Caso contrário, você não será capaz de notar sua respiração. 

Neste momento, você só é capaz de observar as sensações causadas pelo movimento do ar, não a respiração em si.

Quando você está inspirando, não, necessariamente, está ocorrendo apenas a inspiração — a expiração pode estar ocorrendo, parcialmente, também. 

Da mesma forma, quando você está expirando, não, necessariamente, apenas a expiração está ocorrendo — a inspiração pode estar ocorrendo, parcialmente, também. 

Mas você não irá descobrir isso, até que você perceba a forma da respiração. Embora, de várias maneiras, fisiologicamente, a respiração seja a base da sua vida, a maioria dos seres humanos nunca, realmente, experienciou a respiração. 

Aqueles que se tornam conscientes apenas das sensações da passagem de ar, afirmam vários tipos de transformações, e isso é verdadeiro. 

As suas sensações são a camada mais exterior de quem você é. 

Conhecer as sensações é o mais fundamental. 

O que quer que você toque, onde quer que você se sente ou fique de pé, há sensações. 

A respiração é uma dimensão mais profunda e sutil, que não chegará facilmente à sua experiência.

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Tirando o Fôlego

Quando falamos em "respiração", no sentido de "koorma nadi", não estamos falando sobre a troca de oxigênio e dióxido de carbono. 

Isso ocorre como uma consequência do que nós nos referimos como "shvasa". 

Junto com a transação de ar, que está entrando e saindo, há outro nível de transação requerida para o processo fisiológico acontecer. 

Mesmo depois que uma pessoa esteja clinicamente morta — que o movimento do ar, os batimentos cardíacos e a atividade cerebral tenham parado —, ela ainda respira por algum tempo, no sentido de que o koorma nadi ainda está ativo. 

Aquele processo ainda continua ativo, mas não é capaz de puxar o ar e expelir o dióxido de carbono. 

É como um sifão velho, que ainda está bombeando, mas o líquido não escoa, porque há um pequeno vazamento. 

Da mesma forma, o processo de koorma nadi ainda está ativo, mas a troca de oxigênio e dióxido de carbono foi encerrada. 

Suponha que a bolsa de valores seja encerrada — no entendimento da maioria das pessoas, toda a estrutura econômica estaria acabada, mas você ainda poderia comprar pão em seu bairro. 

Talvez, você não pague em dinheiro, mas em escambo, porém a economia continua ativa, mesmo que não seja em um nível que possa ser mensurado. 

Da mesma forma, o koorma nadi ainda pode estar ativo, enquanto a troca de ar já tiver parado.

Estamos falando sobre se tornar consciente da respiração, o que significa você se tornar
consciente da ligação entre você e o seu corpo. 

Se você remover sua respiração, obviamente, você e seu corpo irão desmoronar. 

Acompanhar a trajetória da respiração dará a você acesso a essa dimensão. 

Se você aprender a manter o seu corpo um pouco afastado de você, saberá que você não é o corpo. 

Se você está vestindo roupas folgadas, sabe que essas roupas não são você. 

Se você está vestindo roupas justas, depois de algum tempo, você não sabe se elas são você ou não. 

Você experiencia sua pele como "você". Uma parte da sua pele irá desaparecer em pouco tempo, mas, mesmo assim, você é você. 

Mesmo que você adentre camadas um pouco mais profundas do corpo, você ainda é você.

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Adicionando uma fragrância à Respiração

Não use "eu não sou o corpo, nem mesmo sou a mente" como um slogan — não irá funcionar assim. 

Isso foi dado a você como uma ajuda para trazer consciência ao koorma nadi ou à respiração. 

Gritar slogans é uma forma de manipular multidões nas ruas. 

Você não pode fazer nada internamente com isso. 

"Eu não sou o corpo, nem mesmo sou a mente" deve acontecer de uma forma muito sutil, para trazer a respiração à sua consciência. 

Com esse pensamento, você está, simplesmente, adicionando uma pequena fragrância à sua respiração, para que você possa notá-la. 

É como acender incenso para ver para onde o ar está se movendo. 

Se ele estiver se movendo suavemente, você não saberia de outra forma. Simplesmente, assim.


Namastê / Laroyê

27.10.26

ATUAÇÃO DE EXU SETE CHAVES

Por que Exu é o dono das chaves? Dizer que Exu carrega as chaves dos caminhos, dos portais e dos mistérios é uma das metáforas mais profundas para explicar seu papel fundamental na Umbanda. Mais do que um título, é a representação de funções espirituais essenciais:

​1. O Guardião dos Portais

​Exu é o senhor da comunicação entre o Orun (mundo espiritual) e o Ayê (mundo material). Transitando livremente, ele tem o poder de abrir ou fechar passagens. 

Falanges como o Exu Sete Chaves e o Tranca-Ruas usam a chave como símbolo de autoridade sobre portais energéticos, encruzilhadas e umbrais.

​2. O Domínio de Abrir e Fechar Caminhos

​A chave tem uma função prática clara: trancar o que traz prejuízo e destrancar o que favorece a evolução. Exu avalia o merecimento e o momento certo:

​Fecha portas: Impede energias densas, obsessores e influências nocivas.

​Abre portas: Libera os fluxos de prosperidade, saúde e crescimento espiritual na hora certa.

​3. O Mestre dos Mistérios

​Na tradição mística, a chave também representa o acesso a segredos ocultos e à mente humana. 

Ter as chaves significa ter a sabedoria para desatar nós kármicos, desfazer amarras emocionais e guiar a consciência para fora da ilusão.

​4. O Livre-Arbítrio

​Exu nos ensina que as chaves da nossa vida estão em nossas mãos por meio das nossas escolhas. 

Ele organiza o caos e nos dá discernimento para encarar as encruzilhadas da existência com responsabilidade.



Namastê / Laroyê

24.10.26

O QUE SÃO ESPÍRITOS ENTRANTES?

Espíritos Entrantes (Walk-Ins), são consciências de fora que passam a habitar e operar um corpo físico que originalmente pertencia a outra alma. 

Trata-se de um conceito presente em vertentes espiritualistas, diferenciando-se da obsessão espiritual ou da incorporação mediúnica tradicional pelo fato de o "entrante" assumir o controle central e a identidade do corpo, muitas vezes de forma permanente.

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A dinâmica desse fenômeno envolve os seguintes pontos:

✅ Acordo ou Permissão: Na visão espiritualista positiva, o processo ocorre por meio de um "contrato ou acordo feito previamente no plano extrafísico". A alma original, por ter completado sua missão ou por não desejar mais prosseguir na Terra, cede voluntariamente o veículo físico para uma consciência evoluída.

✅ Momento da Troca: Essa substituição costuma acontecer durante eventos de forte impacto na vida do reencarnado, como traumas intensos, experiências de quase-morte (EQM), comas, depressões profundas ou estados dissociativos.

✅ Propósito: Os entrantes são frequentemente descritos como seres de dimensões mais elevadas que assumem o corpo para atuar em missões específicas de auxílio coletivo, ancoragem de novas energias ou assistência na transição planetária.

✅ Mudança Comportamental: Após a entrada, a pessoa pode manifestar mudanças drásticas e repentinas de personalidade, gostos, interesses etc.

✅ Não entra no Véu do Esquecimento: (que é uma lei da reencarnação em mundos de provas e expiações).

✅ Não ficar exposto a Lei do Carma: (Essas entidades já livre da roda das reencarnações ficariam expostas à deslizes desnecessários). 

✅ Pular o período da infância e juventude: a qual poderia faze-lo desviar ou atrasar a missão.

✅ A comunicação entre os seres encarnados seria direta: Nesse caso sem a necessidade de canais (médiuns).


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Entrantes das Trevas

Diferentemente dos Entrantes da Luz, os das trevas também se utilizam desse processo, no entanto não pedem permissão ao reencarnado que é "estuprado", ou seja, expulso do corpo de forma violenta, impositiva e humilhante.

Mas isso só acontece com aqueles que estão em sintonia com eles. Tudo obedece a Lei de Vibração. 

Apesar de ter aumentado a recorrência de Entrantes por conta da transição planetária, os que estão com seu 'termostato alto', ou seja, com frequência elevada, entidades trevosas não chegam nem perto.

Possessão


Possessão é a ocupação forçada do corpo de um reencarnado por outra entidade, que nesses casos sempre será negativa. O reencarnado e a entidade se encontram na mesma sintonia. Sem sintonia não tem possessão.

A entidade trevosa é dominante sobre o reencarnado. Diferente do fenômeno da entrância, na possessão o trevoso permanece dentro do corpo do encarnado, ou seja, ficam dois espíritos dentro de um corpo físico. 

Dependendo da complexidade da possessão ao invés de dois, são muitos, uma legião. 

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Visão do Espiritismo 

De acordo com o Espiritismo clássico (codificado por Allan Kardec), o conceito de um espírito substituir permanentemente outro em um mesmo corpo não é aceito. 

👉Obs.: Não é aceito porque os espíritas ortodoxos estão parados no tempo, e não aceitam nenhum conhecimento novo. Não é porque não foi trazido por Kardec na época, que não exista. Sendo que o Codificador orientou a pesquisa constante. Não difere muito dos 'cristãos fundamentalistas' que não aceitam nada que não conste na velha Bíblia.

O Espiritismo defende que a ligação entre o perispírito e o corpo físico ocorre molécula a molécula desde a concepção, sendo única e intransferível até a morte biológica do indivíduo. 

Para o Kardecismo, o que ocorre são fenômenos de obsessão, possessão temporária ou forte subjugação fluídica, mas nunca uma troca definitiva de almas.

Tudo isso está correto✔ 

No entanto, os espíritas precisam se atualizar. Não é desprezar o que foi trazido, mas é o ACRESCENTAR de novas informações de fenômenos que já existem há muito tempo.

Segue abaixo dois vídeos com Rodrigo Romo e Jan Val Ellam!




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Namastê / Laroyê

23.10.26

O BANQUETE DE PLATÃO (DIFERENTES FORMAS DE AMOR)

O Banquete é uma das obras mais importantes do filósofo grego Platão. 

Escrito por volta de 380 a.C., o livro procura responder a uma grande questão: o que é o amor e qual é o seu verdadeiro significado na vida humana?

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1. Qual é a história do livro?

A obra apresenta um grupo de homens reunidos em um banquete na casa de Agatão, um poeta grego. 

Durante o encontro, eles decidem fazer discursos em homenagem a Eros, o deus do amor.

Cada participante apresenta uma visão diferente sobre o amor, mostrando que ele pode ser entendido de várias maneiras 
como: 
  • desejo, 
  • beleza, 
  • virtude, 
  • busca pela felicidade, 
  • caminho para o conhecimento.

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Os discursos mais importantes:

✔ Fedro: o amor inspira coragem e leva as pessoas a praticarem grandes feitos.

✔ Pausânias: existem diferentes formas de amor, algumas ligadas aos desejos físicos e outras à virtude e ao crescimento moral.

✔ Erixímaco: o amor está relacionado à harmonia e ao equilíbrio presentes na natureza.

✔ Aristófanes: apresenta o famoso mito dos seres humanos que originalmente eram inteiros e foram separados em duas partes, passando a procurar sua outra metade. É uma explicação simbólica do desejo de união. (FUSÃO DO FEMININO + MASCULINO = ANDROGINIA)

✔ Agatão: descreve o amor como algo belo, jovem e virtuoso.

✔ Sócrates: apresenta uma visão filosófica mais profunda do amor, baseada nos ensinamentos que teria recebido de uma mulher sábia chamada Diotima.

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2. A principal mensagem de Sócrates

Na parte central da obra, Sócrates explica que o amor não é simplesmente a busca por uma pessoa bonita ou pela satisfação de um desejo.

Segundo o ensinamento de Diotima, o amor é o desejo de possuir o bem para sempre.

Isso significa que amamos porque desejamos algo que consideramos bom, belo e capaz de nos proporcionar felicidade. 

Entretanto, o amor pode começar pela atração física e evoluir para formas mais elevadas de compreensão.

Essa evolução é conhecida como a escada do amor.

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Os degraus do amor

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A beleza física: a pessoa sente atração pela FORMA de um indivíduo.

✅A beleza de muitas pessoas: percebe que a beleza não pertence exclusivamente a uma única pessoa.

✅A beleza da alma: passa a valorizar o caráter, a inteligência e as virtudes.

✅A beleza das ideias e do conhecimento: descobre a importância da sabedoria e do pensamento.

✅A Beleza em si: alcança a compreensão filosófica da beleza como algo universal, que não depende de um objeto ou indivíduo específico.

Para Platão, essa jornada representa uma transformação interior: o amor pode levar a pessoa a superar a aparência e buscar aquilo que é verdadeiro, bom e eterno.

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3. O que significa o mito da outra metade?

No discurso de Aristófanes, os seres humanos são apresentados como criaturas que foram divididas e que procuram alguém capaz de lhes devolver a sensação de completude.

Essa narrativa tornou-se uma das origens culturais da ideia de encontrar a alma gêmea.

Entretanto, é importante compreender que se trata de um mito apresentado por um dos personagens, e não da conclusão definitiva de Platão sobre o amor.

A obra também sugere uma visão mais ampla: o amor pode ser uma busca por algo que sentimos faltar em nós mesmos, seja união, beleza, sabedoria ou plenitude.

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4. Qual é a mensagem principal do livro?

A mensagem central de O Banquete é que o amor pode ser muito mais do que atração física: ele pode se tornar um caminho de crescimento moral, intelectual e espiritual.

O amor começa, muitas vezes, pelo desejo de uma pessoa ou de algo belo, mas pode conduzir à contemplação da beleza, à busca pelo conhecimento e ao desejo de viver de maneira mais virtuosa.

Platão não apresenta o amor apenas como um sentimento romântico. 

Ele também o compreende como uma força que impulsiona o ser humano a buscar aquilo que considera bom e valioso.

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5. Qual é a conclusão da obra?

No final, surge Alcibíades, que chega embriagado e faz um elogio a Sócrates, destacando sua personalidade e sua capacidade de resistir às tentações e buscar a sabedoria.

A cena reforça o contraste entre a aparência exterior e a riqueza interior.

A obra termina sem transformar o amor em uma definição simples e única. 

Em vez disso, convida o leitor a refletir sobre o desejo, a virtude, a beleza e a sabedoria.

Resumo

O Banquete ensina que o amor pode ser o ponto de partida para uma jornada de transformação humana. 

Podemos começar desejando a beleza física, mas, ao amadurecer, aprendemos a valorizar a beleza interior, o conhecimento, a virtude e aquilo que permanece para além das aparências.

A grande lição de Platão é que
o amor, em sua forma mais elevada, não se limita a desejar algo belo: ele nos conduz à busca pela própria Beleza interior e pelo Bem.

NÃO SOU O CORPO | NÃO SOU A MENTE

Sadhguru fala sobre os benéficos e as sutilezas da prática de 'Isha Kriya' e como "eu não sou o corpo, nem mesmo sou a mente...