11.10.26

ENTRE A CRUZ E A ENCRUZILHADA

Com base no capítulo "A serventia da encruzilhada" do livro Encantos de Umbanda / Norberto Peixoto, fiz um resumo dos tópicos principais:

​A Identidade do Caboclo das Sete Encruzilhadas: O capítulo inicia relembrando a célebre frase do espírito que se manifestou em 1908 no jovem Zélio Fernandino de Moraes, se identificando em numa sessão espírita, afirmando que para ele não haveria caminhos fechados.

O Simbolismo Universal da Cruz e da Encruzilhada: A cruz e a encruzilhada possuem significados universais.

Os quatro braços da cruz apontam para os pontos cardeais, orientando a jornada humana, enquanto o ponto de cruzamento simboliza o estágio da consciência que superou a ilusão da matéria.

A encruzilhada representa um local de encontro, de escolha e de mudança de rumo existencial.

O Perigo das Oferendas Urbanas e o Submundo Astral: O texto alerta sobre o equívoco de depositar oferendas com carne ou animais sacrificados em cruzamentos urbanos para obter ganhos rápidos (amor, dinheiro, etc.).

Essas práticas atraem espíritos inferiores e obsessores ("quiumbas" ou "rabos de encruza") que ainda se apegam a sensações físicas, podendo colar-se à aura do ofertante.

​A Função Real das Encruzilhadas: Para a Umbanda, as encruzilhadas atuam como escoadouros etéreo-astrais naturais.

Os Exus Guardiões utilizam esses pontos para descarregar, desmanchar e decantar energias enfermiças e miasmas transmutados durante os passes e atendimentos nos terreiros.

​Os Entrecruzamentos Vibratórios dos Orixás: Em um nível mais profundo, as encruzilhadas representam os cruzamentos vibratórios das irradiações dos Orixás, oferecendo um universo de infinitas possibilidades espirituais conforme o livre-arbítrio e o merecimento de cada indivíduo.
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O Simbolismo da Cruz e da Encruzilhada

​A cruz e a encruzilhada não são apenas marcos geográficos ou símbolos de dor; elas são a representação geométrica e espiritual das escolhas que moldam a nossa jornada evolutiva.

O ponto onde as linhas se cruzam — o centro da encruzilhada ou o ápice do sacrifício na cruz — demarca o exato instante da decisão, o momento em que o livre-arbítrio nos coloca diante do espelho de nossas próprias responsabilidades.

​Enquanto a cultura materialista enxerga a encruzilhada como um espaço de barganha ou de medo, a visão umbandista a resgata como o grande portal do autoconhecimento.

É o lugar sagrado onde os caminhos do ego e da matéria se interceptam com as leis cósmicas de ação e reação.

Compreender o simbolismo da cruz é aceitar que a evolução exige o alinhamento entre o plano vertical (a nossa ligação com o Divino) e o plano horizontal (a nossa convivência fraterna com o próximo).

Desse modo, passar por uma encruzilhada com respeito e consciência é reconhecer que cada escolha encerra uma renúncia e sela o destino que nós mesmos construímos.

​Na sua caminhada diária, como você tem lidado com as "encruzilhadas" e as escolhas difíceis que a vida lhe apresenta: você busca o crescimento íntimo através da responsabilidade pessoal ou ainda tenta atalhos baseados na ilusão de controle através da magia fácil, rápida e paga?

10.10.26

FRIEDRICH NIETZSCHE – A FILOSOFIA QUE QUESTIONA NOSSA EXISTÊNCIA

A palavra Filosofia é de origem grega, que significa “amor à sabedoria”. 

Filosofar é refletir sobre questões fundamentais da existência humana e de toda a vida ao nosso redor, pois quem filosofa sente a necessidade de compreender, perguntar, investigar e buscar um sentido mais profundo para viver.

Entretanto, filosofar não é um privilégio reservado aos grandes pensadores ou às universidades. Todos nós, em algum momento da vida, fazemos filosofia.

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Friedrich Nietzsche
(1844–1900) foi um influente filólogo e crítico cultural alemão do século XIX. Em 1869, aos 24 anos, assumiu uma cátedra de filologia clássica na Universidade de Basileia.

Contestou duramente a moral cristã (a que chamava de "moral de rebanho"), o racionalismo tradicional e os valores absolutos do Ocidente, argumentando que enfraqueciam a vitalidade humana.

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Nietzsche e o Niilismo

Friedrich Nietzsche é considerado o pai do niilismo, corrente filosófica que questiona a validade dos valores, verdades e crenças estabelecidas pela tradição ocidental.

Para Nietzsche, o niilismo revela a crise de sentido vivida pelo homem moderno após a chamada “Morte de Deus”, abrindo espaço tanto para o vazio existencial, quanto para a possibilidade de criar novos valores.

👉A frase "Deus está Morto", cunhada por Nietzsche, é uma metáfora para o fim dos valores absolutos, da moral cristã e das verdades absolutas que sustentavam a civilização ocidental.

Quando declarou “Deus está morto”, frase que se tornou muito popular devido ao seu livro 'A Gaia Ciência' (1882), Nietzsche não negou a fé propriamente dita, mas indicou que algo estava desestabilizando o sistema de crenças absolutas da época.

O que é Niilismo?

Niilismo é uma corrente filosófica que tem como base a ideia de que a vida não possui um sentido objetivo, nem valores ou verdades universais intrínsecos.

Derivado do latim nihil, que significa "nada". Essa origem já expressa a essência da filosofia: questionar se há realmente algo com valor ou sentido absoluto.

Portanto, entende-se que as crenças tradicionais são ilusões criadas pelo homem para suportar o peso da existência.

👉Existem 2 tipos de niilismo: o niilismo passivo e o niilismo ativo. O último foi proposto por Nietzsche. Ele dizia que o niilismo é tanto uma força destrutiva, quanto uma força criadora.

Nietzsche, ao reconhecer a crise de valores, abriu espaço para que o indivíduo criasse seus próprios significados, assumindo a responsabilidade de viver sem garantias.

Segundo Nietzsche, o niilismo não era uma doutrina a ser seguida, mas um sintoma da morte dos antigos valores, sobretudo os da religião e da moral vigentes, que por séculos sustentam o pensamento ocidental.

O niilismo ativo, muito forte em Nietzsche, é uma ideia de que as ilusões (ou crenças) herdadas são exterminadas e, com isso, é possível ter um novo começo, a partir da criação de valores próprios.

👉 De nada vale descontruir velhas crenças, derrubar valores infantis e egoístas, se o indivíduo não aprendeu a VALORIZAR O BEM. A base fundamental para à construção de "novos valores", como o autruísmo por exemplo, está em a Consciência equalizar suas "energias" no AMOR UNIVERSAL.

- Sem amor o indivíduo só vai trocar de crença, e muitas das vezes por crenças ainda piores.

Nietzsche criou o conceito de Super-Homem ou Além-do-homem (Übermensch) que é o indivíduo que supera o niilismo, ou seja, aceita a ausência de sentido como liberdade. Assim, Nietzsche apresenta o niilismo como caminho para a reinvenção do próprio ser.

Ao contrário do que muitos pensam, o niilismo não incentiva o desespero. Em pensadores como Nietzsche, ele representa a possibilidade de reconstruir valores e afirmar a vida com liberdade.

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Principais características da filosofia de Nietzsche

Nietzsche tinha um jeito peculiar de externalizar suas ideias e apresenta o estilo aforismático, ou seja, ele aborda diferentes assuntos, temas e questões filosóficas, sem que nenhum elo aparente os una.

Uma das suas obras mais conhecidas é “Assim falou Zaratustra". Nietzsche era conhecido por sua irreverência e escrita chocante e este é um livro polêmico porque ele faz uma paródia dos evangelhos.

4 principais pilares da filosofia de Nietzsche:

  1. Pluralismo - Diversidade de estilos;
  2. Perspectivismo - Variedade de pontos de vista;
  3. Dinamismo - Eterno Retorno
  4. Experimentalismo - Experiência e experimentação na construção de conhecimento
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Niilismo é o mesmo que Ateísmo?

Não, embora ambos sejam conceitos filosóficos que lidam com a ausência de crenças tradicionais.


Ateísmo

• Definição: É a ausência de crença na existência de deuses ou divindades.

• Foco: Trata estritamente da questão sobre a fé ou a crença em seres sobrenaturais.

• Visão de mundo: Um ateu não acredita em Deus, mas ainda pode encontrar forte sentido na vida, na moral, na arte, na família e na ética humana.


No fundo, a maior pergunta não seja simplesmente se Deus existe, mas se permitimos que O Amor governe nossas escolhas.

Talvez o Ateu só não aceita o deus apresentado pelas religiões.

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Principais Obras de Friedrich Nietzsche

⏩ O Nascimento da Tragédia (1872): Analisa a cultura grega por meio das forças apolínea e dionisíaca.

⏩ A Gaia Ciência (1882): Traz reflexões sobre a moral e a famosa proclamação de que "Deus está morto".

⏩ Assim Falou Zaratustra (1883–1885): Considerada sua obra-prima literária e filosófica, apresenta o além-do-homem e o eterno retorno.

⏩ Além do Bem e do Mal (1886): Critica os valores morais tradicionais e expõe sua filosofia madura.

⏩A Genealogia da Moral (1887): Investiga a origem dos conceitos de bem, mal, culpa e má consciência.

⏩ O Anticristo (1888): Faz uma crítica dura e direta ao cristianismo e às instituições religiosas.

Fonte: Casa do Saber


Resumo

Filosofar é preciso. Podemos dizer que filosofar seria 'parecido' com uma "Autoanálise" ou como muito bem coloca o Espiritismo; "Reforma Íntima".

A forma de questionar as coisas como estão postas, as crenças religiosas, as verdades absolutas estabelecidas e defendidas pela ignorância humana entre outros, é a linha de pensamento de Friedrich Nietzsche.

Mas é necessário questionar TUDO de forma pacífica e respeitosa, se não vira guerra, e a crítica vira um monstro destruidor. 

Quando nos revoltamos com as religiões, na verdade essa "virada de mesa" ou "despertar" significa enfrentar a resistência daqueles que querem as coisas como estão, e não desejam nenhuma mudança.

De tempos em tempos é preciso reavaliar todas as nossas crenças. Muitas delas podem estar obsoletas e precisam de uma reforma, ou deixadas para traz.

Para muitas pessoas o seu "sentido de viver" são os filhos, o emprego, o marido, a esposa, a família, os bens materias e ainda a vida física. 

Caso não possuam a perspectiva de uma existência no pós túmulo quando perdem tudo, entram em crise existencial.

O desapego é a chave para o equilíbrio. E o maior 'sentido de viver' e que dá força pra continuar existindo no Caos; é o AMOR.

Quem ama não precisa de religião. Quem ama não precisa de crença em divindades. Quem ama vive com alegria mesmo que tudo esteja desbando, pois sua alegria é INTERIOR. 

Questione tudo, porém de maneira pacífica, respeitando aqueles que não querem mudar ou ainda não estão prontos, pois cada um nós tem uma "cota" de quanto de 'verdade' sobre a realidade consegue suportar.


Namastê / Laroyê

KRISHNA ARMOU PRA JESUS? REVELAÇÕES OCULTA DA CRUCIFICAÇÃO

★ Fonte:  Palavra do Universo Namastê / Laroyê ★ACESSE TODOS OS ESTUDOS★