26.9.26

VELAS, CONRUJOS, EVOCAÇÕES, EBÓS

Velas, conjuros, evocações, esconjuros, boris e ebós - costumes cerimoniais utilizados nas práticas mágicas populares.

Resumo do livro "Reza Forte”, obra do mestre Ramatís.

​O capítulo analisa de forma profunda os ritos, cerimônias e práticas mágicas populares enraizadas nas religiões mágicas brasileiras e na Umbanda. 

Os espíritos Ramatís e Pai Tomé fazem alertas severos contra o mercantilismo espiritual e a distorção das raízes genuínas dos cultos, contrapondo tais práticas à ética das tradições originais.

​Principais Tópicos: O Uso de Velas e a Intenção Mental

A luz física da vela funciona como um condensador e ponto focal para a mente e para a liberação de energia. No entanto, o fator determinante é a intenção mental do indivíduo.

Velas acesas com sentimentos egoístas, desejos de controle alheio ou maldade atraem entidades sintonizadas nas faixas inferiores (os chamados "encostos").

Diferenciação entre Evocação, Conjuro e Esconjuro:

Evocação: Uma rogativa ou chamado respeitoso, sem imposição ou coação para o comparecimento do espírito.

Conjuro: Uma ordem cerimonial coercitiva e magística que busca subjugar e dominar o espírito evocado, frequentemente associada a sacrifícios de sangue.

Esconjuro: Prática de imprecação e juramento voltada para causar o mal ou infortúnios a um desafeto, utilizando resíduos físicos (roupas íntimas, fios de cabelo) como "endereço vibratório".

​A Ilusão da Barganha Espiritual

​Nenhuma oferenda material ou despacho pode anular a Lei de Causa e Efeito. A evolução verdadeira e a cura duradoura ocorrem através da reforma íntima, da caridade desinteressada e da vivência dos postulados do Cristo.

Uma mensagem para reflexão

​Ó alma humana, que caminhas trêmula e fatigada pelas veredas áridas da prova e da transição planetária! 

Se hoje o teu coração se debate nas malhas cerradas da aflição, da ansiedade ou do medo do porvir, para um instante e escuta a voz serena que ecoa do santuário íntimo da tua consciência: tu nunca estiveste só.

​Os ventos das turbulências exteriores, as incertezas do mundo e as tempestades que parecem querer submergir o barco da tua existência não possuem o poder de destruir a centelha divina que habita em ti. 

O sofrimento que te visita não é castigo cego de um Deus implacável, mas o cinzel amoroso da Providência Divina que desbasta as asperezas do egoísmo e desperta o espírito para a verdadeira liberdade. 

Não te prostres ante os altares do medo, nem entregues o teu livre-arbítrio a promessas de soluções fáceis ou pactos de dependência exterior.

​Lembra-te do Mestre Divino que caminha sobre as ondas revoltas do mar da vida e te estende a mão generosa dizendo: "Tende ânimo, sou Eu, não temais!" 

A tua armadura mais invulnerável contra as sombras e os engodos do mundo é a prática singela da caridade, o perdão desarmado e a vivência sincera do amor que não cobra nem exige retribuição. 

Deixa que a luz do Cristo interno incendeie o teu ser, consumindo as escórias da velha criatura. Renasce hoje, agora, na certeza inabalável de que o amor de Deus sustenta, renova e conduz todos os seus filhos à Terra Renovada de paz e luz.

​Até que ponto as minhas buscas espirituais diárias são motivadas pelo desejo genuíno de autotransformação ou por uma necessidade de barganha e obtenção de vantagens imediatas?

De que maneira posso substituir os meus medos, apegos e ansiedades em relação ao futuro por uma confiança ativa e diária nas Leis Divinas que governam o Cosmos?

Como posso exercitar o perdão incondicional e a verdadeira compaixão em relação àqueles que considero meus opositores ou desafetos, compreendendo que a verdadeira revolução espiritual acontece no silêncio do meu próprio mundo íntimo?

Quer saber mais sobre o lado oculto dos Boris e Ebós feitos sem a ética e fundamentos ancestrais, leia “Reza Forte”, leia Ramatís!

Fonte: Pérolas de Ramatís


Namastê / Laroyê

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