26.8.26

A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU: CARMA COLETIVO

Foi um massacre, uma verdadeira carnificina o que se viu em Paris há 450 anos. 

O episódio entrou para a história como "Noite de São Bartolomeu", porque foi iniciado nas primeiras horas da madrugada do dia 24, data em que católicos celebram o santo.

A grande matança, que segundo relatos da época tingiu de sangue até mesmo as águas do Rio Sena, foi uma tentativa da maioria católica de exterminar a minoria protestante — no caso, os "huguenotes", seguidores da linha protestante do teólogo francês Jean Calvino (1509-1564).

Mas os contornos religiosos na realidade eram pretexto, em um mundo em que o poder não era nada laico, para disputas geopolíticas. 

No contexto, vale ressaltar que a França vivia as chamadas guerras religiosas, com oito episódios confrontando católicos e reformadores entre 1560 e o fim do século 16.

Se o trono francês era ocupado por uma família católica — a Casa de Valouis, que reinou entre 1328 e 1589 —, o calvinismo avançava sobretudo nas regiões sul e oeste, tendo muitos nobres entre seus adeptos.
Fonte: BBC Brasil


Carma Coletivo (Católicos e Protestantes)

Muitos dos envolvidos naquele drama de 1572, tanto as vítimas quanto os algozes, já haviam se encontrado em existências anteriores. 

As pesquisas históricas e os relatos de espíritos através da psicografia (como nas obras psicografadas por Chico Xavier e Yvonne do Amaral Pereira) sugerem que uma grande parcela daquelas almas fizera parte das legiões romanas que, nos primeiros séculos do Cristianismo, perseguiram, torturaram e lançaram os cristãos primitivos às feras nas arenas do Coliseu.

A afinidade de débitos do passado reuniram aqueles mesmos Espíritos no solo francês. A dor da perda e do sacrifício funcionou como um mecanismo de purgação e reequilíbrio perante a Lei Divina.


Algozes e Vítimas do Passado

O que houve foi a alternância de papéis.

As Vítimas (Huguenotes): Muitos daqueles que tombaram de forma indefesa em Paris haviam sido, em vidas passadas, orgulhosos imperadores, magistrados ou soldados romanos que abusaram do poder temporal e tripudiaram sobre a fraqueza alheia. 

Na Noite de São Bartolomeu, ao experimentarem o abandono, a perseguição e a morte violenta, suas almas escoaram o orgulho e compreenderam o valor da dor, acelerando seu processo de regeneração.

Os Algozes (Católicos Extremistas): Ao cederem ao ódio e à violência cega, os perseguidores de 1572 contraíram novos e pesados débitos

Movidos pelo fanatismo religioso, criaram para si mesmos séculos de expiação e remorso no plano espiritual. 

Muitos deles reencarnaram posteriormente em condições de extrema pobreza, em corpos mutilados ou enfrentando perseguições semelhantes nos séculos seguintes (como durante o Terror da Revolução Francesa em 1789).

👉 Celebrara-se um matrimônio real, na tentativa de encerrar um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e protestantes. 

"Quem mata com a espada, pela espada será morto" (Mateus, 26:52).  
Fonte: Instituto Chico Xavier


Dona Esmeralda Bittencourt, residente na cidade do Rio de Janeiro, perdera quatro filhos em uma tragédia. 

Através de uma carta, Chico tenta explicar uma das possíveis causas daquele sofrimento. 

É Ranieri quem comenta o fato, registrando comentários sobre o ocorrido em seu livro “Recordações de Chico Xavier”.

Diz Ranieri:

“... Ele (Chico) contava que certa ocasião se viu desprendido do corpo surgindo nas pedras das ruas de Paris

Sentiu que saía das próprias pedras e se tornava uma menina de 9 anos. 

Viu-se caminhando pela rua, entrando pelas portas de um palácio, subindo uma escada, e, chegando a um salão. 

Ali, viu 'Catarina de Médici', o 'Duque de Guise', a 'Duquesa de Nemour' e outra pessoa, que era filha ou filho de Catarina de Médici. 

Eles discutiam o massacre a ser desencadeado na noite de São Bartolomeu. 

Catarina vacilava, mas a Duquesa de Nemour insistia com ela para que desse a ordem do massacre. 

Sob a influência e coação da duquesa, Catarina, de repente, embora contrariada, indecisa, deu a ordem e o massacre se realizou com a morte de mais de 10.000 protestantes. 

A criança assistiu à cena e Chico Xavier, que fora essa criança, revelara a dona Esmeralda que ela, fora a duquesa de Nemour, que colaborara decisivamente para que o massacre ocorresse.”
Fonte: O Consolador

Segue o vídeo com reflexões de Divaldo Franco.


Fonte: CanalFEP

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