Se a alimentação realmente reflete nossa vibração, por que cruzamos o caminho de pessoas cruéis que também não comem carne?
A resposta não é simples, mas Ramatís, em "A Vida Humana e o Espírito Imortal", traz uma luz sobre o tema que vai muito além do que está no prato.
O que ele nos ensina:
— O marcador é o coração
Ramatís afirma que toda humanidade um grau evolutivo acima da nossa é vegetariana. Mas isso não é uma regra alimentar: é consequência. Nasce da piedade, do respeito e da conexão profunda com os animais — não o contrário.
— A armadilha da lógica invertida
Nem todo vegetariano é um espírito elevado. Assim como nem todo abstêmio é um santo. A história mostra figuras obscuras que também abriam mão da carne — não por compaixão, mas para manter a clareza mental e a energia necessárias a propósitos bem menos nobres.
Nem todo vegetariano é um espírito elevado. Assim como nem todo abstêmio é um santo. A história mostra figuras obscuras que também abriam mão da carne — não por compaixão, mas para manter a clareza mental e a energia necessárias a propósitos bem menos nobres.
— O critério real
A evolução não se mede pela restrição, mas pela expansão da consciência. Quem reconhece sua origem divina passa a enxergar vida — e valor — nos "irmãos menores". A recusa da carne, nesse caso, é efeito, não causa.
A evolução não se mede pela restrição, mas pela expansão da consciência. Quem reconhece sua origem divina passa a enxergar vida — e valor — nos "irmãos menores". A recusa da carne, nesse caso, é efeito, não causa.
Como o próprio mestre Ramatís resume:
"Nem todos os vegetarianos são espíritos elevados, mas todos os espíritos elevados são vegetarianos!"
"Nem todos os vegetarianos são espíritos elevados, mas todos os espíritos elevados são vegetarianos!"
Ou seja: o hábito sozinho não define nada. O que define é a transformação por trás dele.
E o que se come nos mundos mais evoluídos?
"Qualquer humanidade um grau espiritual acima da civilização terrena é absolutamente vegetariana. Conforme o tipo e a preferência de sua alimentação, o homem também revela a sua qualidade espiritual, pois ambos são reciprocamente eletivos.
"Qualquer humanidade um grau espiritual acima da civilização terrena é absolutamente vegetariana. Conforme o tipo e a preferência de sua alimentação, o homem também revela a sua qualidade espiritual, pois ambos são reciprocamente eletivos.
A glutonice e o carnivorismo das mesas terrícolas demonstra a confusão que o homem faz quando ainda mistura a necessidade de nutrir-se para viver com o prazer animal de viver para nutrir-se!"
Na Revista Espírita de abril de 1858, Allan Kardec registra o relato do espírito Bernard Palissy sobre a vida em Júpiter: seres de corpos etéreos, alimentados por frutos e eflúvios da atmosfera, vivendo em harmonia — onde o homem é protetor, não predador, dos animais.
O convite de Ramatís não é para transformar a dieta em vaidade espiritual, mas em passo consciente de uma ascese pessoal e sincera.
Namastê / Laroyê

Nenhum comentário:
Postar um comentário